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Julho terá aversão a risco e volatilidade na Bovespa

O cenário global continua nebuloso. No Brasil, influência das eleições começa a ganhar corpo

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

Getty Images
Em julho, todo cuidado é pouco na hora de escolher ações
O ano de 2010 está confirmando a expectativa de analistas e se mostrando um período difícil para a renda variável no Brasil. Junho mostrou instabilidade, indicando a terceira queda mensal seguida (0,5%), com investidores receosos em relação à continuidade da recuperação econômica global e à crise fiscal europeia.

Para julho, as perspectivas não são mais animadoras. Em relatórios sobre este mês, as corretoras apostam em investidores com pouca disposição para arriscar e volatilidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Aversão ao risco continua elevada e prejudicando investimento em ações”, diz a Ativa em sua projeção mensal.

“Nós esperamos que a volatilidade continue em julho e ainda não vemos nenhuma indicação de mudança. É exatamente a mesma visão que tínhamos para junho e, em conseqüência, nosso portfólio sugerido mudou muito pouco”, diz o Banif Securities.

Segundo as corretoras, as perspectivas são negativas para o cenário de crescimento da economia mundial. A Fator afirma que a percepção de risco foi exacerbada pelas incertezas do ritmo de crescimento da China, que não estava no centro das maiores preocupações da maioria dos investidores. Lika Takahashi, estrategista da casa, diz que nas próximas semanas estará atenta a alguns números. Nos EUA, acompanhará taxas de emprego, preços de casas e a temporada de resultados do segundo trimestre, que começará em 12 de julho. Na Europa, a situação dos bancos, as taxas interbancárias e as dificuldades dos governos em implementar o ajuste fiscal. Na China, a balança comercial e inflação (especialmente com os recentes aumentos salariais).

No Brasil, a Ativa lembra que o panorama doméstico mistura grandes captações (a recente do Banco do Brasil e a esperada da Petrobras, que pressionam cotações) com eleições. A corretora afirma ainda que há indicações de desaceleração da economia brasileira para níveis mais sustentáveis. Com isso, diz que o investidor não deve esperar mudança significativa da tendência de preço no mercado de ações, que deverá permanecer bastante instável no curto prazo.

Lika, da Fator, estará de olho no Produto Interno Bruto do segundo trimestre e na sucessão presidencial. “Com o fim da Copa do Mundo nesta semana, a sucessão presidencial ganhará mais espaço na mídia e chamará mais a atenção dos investidores, embora a disputa comece a esquentar para valer com o início dos programas eleitorais na televisão em 17 de agosto”, diz no texto.

Ela afirma ainda que, se não houver noticias positivas em relação ao crescimento global, especialmente na China e nos EUA, as commodities continuarão a sofrer. Desta forma, continua pouco posicionada em
empresas de commodities e reforça a recomendação em ações mais defensivas.

Vale é a preferida

Apesar de indicarem possível pressão para commodites em julho, em suas carteiras as corretoras acabam ficando “reféns” da representatividade em bolsa das duas ações mais negociadas do mercado brasileiro: Vale e Petrobras. A mineradora está em todas as carteiras recomendadas, com os pesos mais fortes. A estatal de petróleo, por sua vez, sai um pouco dos holofotes em função das expectativas em relação a sua oferta de ações. Muitos investidores venderam os papéis à espera de uma compra mais em conta na oferta de ações.

Vale está em todas as carteiras, com um peso de alocação em torno de 15%. Em seu relatório, a Ativa lembra que mantém visão positiva para ações da empresa no longo prazo, já que há perspectivas de aumento de produção e do volume de vendas para 2010. Mas a exposição deve ser reduzida no curto prazo, diante de riscos como elevação dos estoques de minério nos portos chineses e a queda do preço no mercado spot, contribuindo para um enfraquecimento dos papéis das mineradoras em todo o mundo.

A segunda posição ainda tem Petrobras, nas carteiras de Banif e Ativa. Mas a estatal perdeu terreno e o segundo lugar já pertence à Itaúsa (holding do Itaú) nas recomendações para grandes empresas da Fator e à Usiminas na Brascan Corretora.

 

 

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