Uma porta-voz do FMI afirmou que nem Portugal, nem a Irlanda pediram recursos à instituição

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Uma porta-voz do FMI afirmou que nem Portugal, nem a Irlanda pediram recursos à instituição. Temores de que os dois países precisariam de ajuda financeira emergencial fizeram as taxas de retorno dos bônus da dívida de ambos subirem para níveis recorde, mesmo depois de os dois terem feito emissões de títulos bem-sucedidas no começo da semana.

A porta-voz do FMI Caroline Atkinson disse que o plano de ajuste fiscal apresentado recentemente pela Irlanda é apropriado e que Portugal está mantendo o compromisso de reduzir consideravelmente os gastos públicos. Indagada sobre a volatilidade no mercado de bônus, ela respondeu que "o importante são as mudanças fundamentais que temos visto nas políticas dos governos".

Sobre o fato de o PIB da Irlanda ter sofrido uma contração de 1,2% no segundo trimestre, em relação ao primeiro, Atkinson disse que "não se deve dar muita importância a dados trimestrais". Ela lembrou o crescimento forte do PIB do país no primeiro trimestre e afirmou que "às vezes, depois de uma alta forte, pode-se ter um trimestre seguinte com menos crescimento".

Sobre se as medidas de austeridade não estariam ampliando as dificuldades da Irlanda, a porta-voz do FMI disse que a instituição acredita que elas "são apropriadas e a coisa certa a fazer, tendo em vista as pressões fiscais e financeiras sobre a Irlanda".

Sobre Portugal, Atkinson disse que a situação da economia do país deverá ser discutida pelo FMI e pelo governo do país no começo de 2011, como parte de uma revisão anual. As informações são da Dow Jones.

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