SÃO PAULO - O resultado mais fraco que o projetado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho está impulsionando a queda praticamente em bloco dos contratos de juros futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 cedia 0,07 ponto percentual, para 11,88%, enquanto o DI do primeiro mês de 2013 perdia 0,05 ponto, a 11,99%. O contrato com vencimento em janeiro de 2014, por sua vez, recuava 0,04 ponto, a 11,99%.

SÃO PAULO - O resultado mais fraco que o projetado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho está impulsionando a queda praticamente em bloco dos contratos de juros futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 cedia 0,07 ponto percentual, para 11,88%, enquanto o DI do primeiro mês de 2013 perdia 0,05 ponto, a 11,99%. O contrato com vencimento em janeiro de 2014, por sua vez, recuava 0,04 ponto, a 11,99%. Na parte mais curta da curva, o DI com vencimento em outubro de 2010 cedia apenas 0,01 ponto, a 10,92%, enquanto o contrato de janeiro de 2011 caía 0,03 ponto, para 11,29%. Exceção do dia, o DI de agosto deste ano indicava taxa de 10,415%, alta de 0,02 ponto. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA apresentou variação nula em junho, seguindo elevação de 0,43% um mês antes. No sexto mês de 2009, o índice tinha subido 0,36%. O resultado foi o mais fraco em quatro anos e foi influenciado principalmente pelo grupo Alimentação e Bebidas, que saiu de um acréscimo de 0,28%, em maio, para queda de 0,90%, um mês depois. Ainda nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) se desacelerou de 1,57% em maio para 0,34% em junho. O resultado também veio mais baixo que as estimativas. Na avaliação do estrategista-chefe do Crédit Agricole, Vladimir Caramaschi, embora o resultado do IPCA se reflita no mercado de juros futuros hoje, ele ainda não deve afetar as próximas decisões de política monetária do Banco Central. "Os resultados ainda são pontuais. No IPCA, há fatores transitórios, como a deflação em alimentos, que não tende a continuar. Além disso, há poucos sinais de desaceleração, visto que a demanda segue muito firme e os fatores que vêm ajudando-a a se expandir permanecem. O mercado de trabalho está aquecido, a política fiscal não deve sofrer um aperto mais forte e a expansão do crédito também continua", comentou. "O cenário ainda é de uma economia que está crescendo mais do que pode e isso vai gerar pressão inflacionária, se nada for feito." Na previsão do Crédit Agricole, a taxa Selic estará situada em 12,25% ao fim deste ano, por meio de mais dois aumentos de 0,75 ponto percentual e outro de meio ponto. A instituição ainda projeta inflação de 5,80% neste ano e de 4,80% em 2011. "Talvez revisemos para baixo [por conta do IPCA deste mês], mas será pouca coisa", observou Caramaschi. (Beatriz Cutait | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.