BRASÍLIA - A entrada de investimentos externos diretos líquidos no País totalizou US$ 789 milhões no início de 2010. Trata-se do menor nível desde maio de 2007, quando entraram US$ 497 milhões. Em igual intervalo do ano passado, houve ingresso de US$ 1,930 bilhão. Apesar de ter caído em janeiro, o volume de investimentos estrangeiros tem sido suficiente para financiar a necessidade de recursos externos.

No acumulado de 12 meses, até janeiro deste ano, entraram US$ 24,808 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, ou 1,52% do Produto Interno Bruto (PIB) dolarizado. Os dados levam em conta também os empréstimos intercompanhias, aqueles feitos pela matriz da multinacional para a subsidiária brasileira. Além disso, abatem as remessas feitas por conta de ganho do capital investido.

De acordo com o Banco Central (BC), do total ingressado em janeiro, US$ 795 milhões foram participação no capital. Foram contabilizadas ainda saídas de US$ 6 milhões em empréstimos intercompanhias.

Quanto ao investimento brasileiro direto no exterior (IBD), houve aplicações líquidas de US$ 1,247 bilhão, sendo US$ 432 milhões em participação no capital de empresas no exterior e US$ 816 milhões em concessões de empréstimos intercompanhia.

Balanço de pagamentos

O investimento estrangeiro direto é uma das fontes de recursos que compõem o balanço de pagamentos - registro de todas as transações contábeis do Brasil com o mundo, tanto financeiras quanto comerciais. Ele é formado pelas transações correntes e pela conta financeira.

Nas transações correntes entram: balança comercial, balança de serviços (fretes, seguros, viagens internacionais, royalties, remessa de lucros e juros) e as transferências unilaterais. Na conta financeira entram amortizações, investimentos e empréstimos.

O balanço de pagamentos do Brasil tem sido positivo desde 2001. No ano passado, atingiu uma entrada de dólares de US$ 46,6 bilhões.

(Com Valor Online)

Leia mais sobre: contas externas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.