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SÃO PAULO - Depois da queda promovida pela inflação abaixo do esperado e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) acenando para estabilidade da taxa básica, os contratos de juros futuros de prazo mais dilatados fecham a semana apontando para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava estabilidade a 11,29%, depois de subir a 11,31%. Janeiro de 2013 mostrava alta de 0,05 ponto, a 11,64%.

SÃO PAULO - Depois da queda promovida pela inflação abaixo do esperado e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) acenando para estabilidade da taxa básica, os contratos de juros futuros de prazo mais dilatados fecham a semana apontando para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava estabilidade a 11,29%, depois de subir a 11,31%. Janeiro de 2013 mostrava alta de 0,05 ponto, a 11,64%. E janeiro 2014 avançava 0,04 ponto, 11,60%. Entre os curtos, outubro de 2010 marcava estabilidade a 10,62%. Novembro de 2010 não era negociado. E janeiro de 2011 projetava 10,66%, sem variação. Até as 16h10, foram negociados 443.745 contratos, equivalentes a R$ 36,27 bilhões (US$ 21,04 bilhões), em linha com o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 133.640 contratos, equivalentes a R$ 11,62 bilhões (US$ 6,74 bilhões). Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, as oscilações da curva futura são de caráter técnico, pois ainda não é possível montar apostas com algum grau de certeza sobre qual será o rumo da política monetária no ano que vem. O único consenso que existe, diz Nepomuceno, é que a taxa básica vai ficar estável em 10,75% até o encerramento de 2010. Já para 2011, as análises se dividem entre estabilidade, alta e baixa dos juros. Para quem acredita em queda e estabilidade, há prêmio na curva futura. Já para aqueles que trabalham com alta da Selic, falta prêmio na curva. "O mercado está na defensiva", explica Nepomuceno. Ainda de acordo com o especialista, quando a incerteza é grande e o que se tem para ganhar é pouco, o mercado fica mais concentrado em operações intradia. De fato, diz Nepomuceno, o número dessas operações tem aumentado em comparação com as últimas semanas. Outro fato destacado pelo especialista é que o investidor estrangeiro, que é o doador de taxa na ponta longa, está menos atuantes no mercado. Então, o que se vê são os investidores locais tentando fazer esse ajuste fino quanto à condução da política monetária em 2011. (Eduardo Campos | Valor)

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