De janeiro a setembro, gastos foram de R$ 700 milhões, mas instituição usou também recursos que havia provisionado

O Itaú Unibanco gastou cerca de R$ 1 bilhão com a integração das instituições neste ano, anunciada há exatos dois anos. De janeiro a setembro, foram consumidos R$ 700 milhões, principalmente na reforma e integração das agências Unibanco para o modelo Itaú, completada em 24 de outubro. “Foram integrados 1.200 pontos de atendimentos em todo o País. Chegamos a ter 500 agências em obras simultaneamente”, afirma Rogério Calderon, diretor de relações com investidores do Itaú Unibanco.

Os gastos com a integração foram de R$ 406 milhões no terceiro trimestre e de R$ 235 milhões no segundo. “O terceiro trimestre teve uma carga muito maior de despesas”, diz o executivo. Segundo ele, além dos R$ 700 milhões, o banco havia feito provisões no início de ano de R$ 500 milhões, “que foram gastos, mas não afetaram os resultados por terem sido provisionados.” De acordo com os cálculos de Calderon, os gastos neste ano totalizaram R$ 1 bilhão.

O executivo afirma que “em nenhum moimento” o Itaú Unibanco divulgou expectativas de sinergias com a integração, mas diz que o volume total de despesas dos dois bancos pode servir como exemplo. Segundo ele, quando se uniram, as duas instituições somavam despesas de R$ 30 bilhões. “Com a inflação do período, grosso modo, as despesas deveriam ter subido para R$ 33 bilhões, mas dois anos depois estamos com um total de R$ 30 bilhões”, calcula.

Tombamento

Hoje, não existe mais agências Unibanco atuando. O que falta, segundo Rogério Calderon, é o “tombamento das carteiras” Unibanco. Quando as duas instituições se uniram, eram dois sistemas completos funcionando. A integração uniu quase a totalidade desses sistemas. Para 2011, ficou faltando eliminar os sistemas anteriores e migrar toda a base histórica dos clientes Unibanco para a nova plataforma. “Mas os clientes não enxergam isso”, afirma.

Essa integração ainda trará despesas, mas Calderon avalia que não irão se repetir os valores deste ano. No quarto trimestre, alguns gastos, no entanto, devem aparecer. “Algumas agências migraram em outubro, então teremos algum impacto neste quarto trimestre.”

Calderon conta que o Itaú Unibanco abriu 60 novas agências neste ano e outras 60 estão em obras. O ritmo tradicional do banco, segundo o executivo, é abrir entre 120 e 150 novas agências a cada ano, toada que neste ano deu lugar à integração das agências.

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