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Institucional ganha espaço na BM&FBovespa

Participação de fundos de investimento e de pensão em ações alcança 34% em abril, enquanto estrangeiros reduzem sua fatia

Nelson Rocco, iG São Paulo |

Os investidores institucionais estão elevando sua participação nos negócios com ações na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa). Eles lideraram a movimentação financeira em abril, com participação de 34,60%, ante 31,39% no mês anterior, e 23,6% ao final do primeiro trimestre do ano passado. Na segunda posição em abril, ficaram os investidores estrangeiros, com 28,26%, ante 25,81%. As pessoas físicas movimentaram 25,41%, ante 30,67%. As instituições financeiras ficaram com 9,35% do bolo em abril, ante 9,81%, enquanto as empresas participaram com 2,30%.

“Há uma participação crescente dos investidores institucionais locais no segmento Bovespa”, afirma Carlos Kawall, diretor-executivo financeiro da BM&FBovespa. “Nos últimos anos havia crescido a participação das pessoas físicas. Tem diminuído, também, a participação dos estrangeiros, até por conta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da crise financeira internacional”, afirma. O IOF de 2% passou a ser cobrado sobre investimentos estrangeiros em Bolsa em outubro do ano passado pelo governo para tentar conter a valorização do real.

Segundo Kawall, os institucionais locais, como fundos de investimentos e fundos de pensão, já haviam suplantado a fatia dos estrangeiros no primeiro trimestre deste ano. “Não temos nada contra os estrangeiros, mas é importante ter uma base local forte”, comenta.

A BM&FBovespa fechou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido societário de R$ 282,6 milhões, com crescimento de 24,5% sobre o mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado divulgado pela Bolsa foi da ordem de R$ 403,2 milhões, com um salto de mais de 64% sobre os mesmos meses de 2009. A receita operacional líquida, segundo o balanço, aumentou 45% no trimestre, alcançando R$ 459 milhões.

A geração operacional de caixa, medida pelo conceito Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), cresceu mais de 89%, para R$ 334,6 milhões, na comparação trimestral. A margem Ebitda passou de 55,8% para 72,9%. Segundo informações da BM&FBovespa, o caixa da companhia fechou o primeiro trimestre em R$ 4 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões próprios, R$ 1,2 bilhões representando garantias e R$ 500 milhões referentes à estrutura de salvaguarda das “clearings”, segmento responsável pela liquidação das operações.

Cortes

Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa, lembra que o orçamento da empresa para este ano contempla despesas de R$ 550 milhões e investimentos da ordem de R$ 300 milhões. “Estamos mantendo todos os projetos orçados. Mas a velocidade dos investimentos muitas vezes não ocorre como o planejado. Por isso houve um impacto nas despesas de investimento, que serão redistribuídas”, afirma. Os investimentos deste primeiro trimestre em infraestrutura e tecnologia da informação somaram R$ 26,4 milhões.

Segundo Edemir, o orçamento está sendo revisto pelo conselho de administração, deve ser concluído e votado em 22 de junho. “Nossa expectativa é de uma revisão para baixo, em torno de 5% para as despesas, e os gastos com ‘Capex’ (infraestrutura e TI) em torno de 10%”, adianta.

A elevação da participação da BM&FBovespa no capital da CME Group, dona da Bolsa de Chicago, anunciada no final do ano passado prevê o pagamento de US$ 620 milhões. Inicialmente, os planos eram fazer uma emissão de dívida referente a 50% desse total. Posteriormente, a Bolsa noticiou que faria uma emissão no valor dos 100%. “Nós temos caixa para pagar, mas estamos trabalhando em nossa estrutura de capital, já que temos zero de dívida, diferente de outras Bolsas no mundo. Para essa estrutura é importante que tenhamos dívidas e por isso vamos fazer uma emissão em moeda estrangeira de 100% do valor, por um prazo de dez anos”, afirma Edemir, sem dar mais detalhes, lembrando que a operação está em andamento.

 

 

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