No Brasil, atenções voltam-se para Petrobras

Impulsionada pelo desempenho do mercado externo e pela valorização de suas "blue chips", com destaque para a Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta desde a abertura do pregão, pelo quarto dia seguido. Por volta das 14h10, o Ibovespa subia 1,32%, aos 67.580 pontos. O giro financeiro estava em R$ 3,2 bilhões. Em Wall Street, no mesmo horário, enquanto o índice Dow Jones tinha valorização de 1,37%, o Nasdaq se apreciava em 1,55% e o S & P 500 apurava ganhos de 1,55%. Na Europa, as bolsas já encerraram os negócios com alta acima de 1%, também mostrando reação em relação ao desempenho fraco dos últimos cinco pregões.

Além de analisarem dados econômicos americanos, como a produção industrial de julho, os investidores se voltam às notícias corporativas. Destaque para a rejeição feita pelo conselho de administração da canadense Potash Corp de uma oferta de aquisição não solicitada da BHP Billiton, no valor aproximado de US$ 38,49 bilhões. Segundo a companhia, a BHP subestima o valor da produtora de fertilizantes.

Já no front doméstico, as atenções recaem sobre a Petrobras.O diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, afirmou hoje que, caso o limite de 35% imposto pelo Conselho de Administração da companhia na relação entre o endividamento líquido e a capitalização líquida seja ultrapassado, não haverá mudança "completa" na situação da empresa. Em teleconferência com analistas, o diretor garantiu que um eventual adiamento da operação de capitalização da companhia com a posterior ultrapassagem do limite de 35% - no segundo trimestre, a companhia atingiu 34,74% - não significará um imediato adiamento de projetos e redução de investimentos.

"Qualquer atitude da companhia seria derivada de análise mais consistente, de longo prazo, olhando para as metas que ela pretende realizar e aí a capitalização é uma das metas. A gente não vê como se fosse algo de mudança completa na situação da empresa o fato de atingir ou mesmo ultrapassar os 35%", frisou Barbassa, ressaltando que não há nenhuma previsão, por parte da companhia, de que a capitalização atrase e não ocorra em setembro.

Há pouco, as ações PN da Petrobras subiam 2,46%, a R$ 28,29, enquanto os papéis PNA da Vale avançavam 1,15%, a R$ 43,88. Além disso, figuravam entre as principais altas do Ibovespa as ações PDG Realty ON (4,72%, a R$ 18,62), OGX Petróleo ON (3,75%, a R$ 20,44) e CPFL Energia ON (3,34%, a R$ 43,21). Na trajetória oposta, as maiores quedas do índice partiam de CCR Rodovias ON (-1,27%, a R$ 38,65), Vivo PN (-1,71%, a R$ 41,77) e JBS ON (-3,03%, a R$ 7,68).

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