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Nível é o mais alto desde 13 de janeiro, quando o Ibovespa encerrou em 70.385 pontos

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), voltou ao patamar de 70 mil pontos nesse fechamento de mês. A alta do dia foi de 0,59%, numa quarta-feira, dia em que o indicador operou de lado, variando entre o positivo e o negativo, e encerrou cotado em 70.371 pontos. Trata-se do nível mais alto de pontos desde 13 de janeiro, quando o Ibovespa encerrou em 70.385 pontos, e também a primeira vez desde essa data em que o índice retorna aos 70 mil pontos no fechamento. O volume financeiro foi de R$ 6,47 bilhões.

Em março, a Bovespa fechou em alta de 5,81%. No ano, o ganho é de 2,59%.

A praça local fechou com ganhos a despeito dos sinais negativos do Exterior. Nos EUA, Nasdaq encerrou o dia em baixca de 0,53% e o Dow Jones em queda de 0,47%. O corte inesperado de vagas no setor privado norte-americano em março, divulgado nesta quarta pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA), imprimiu um viés de cautela aos negócios.

Por outro lado, devem pesar positivamente no Ibovespa as ações da Vale, não apenas por causa da evolução favorável das negociações em torno do preço do minério de ferro, mas também devido à alta do níquel em Londres. O metal aproximou-se de seu maior preço desde meados de 2008, beneficiando-se de uma onda de compras e da recomposição de estoques pelas usinas de aço inoxidável.

Banco Central

A movimentação no Brasil, com mudanças na diretoria do Banco Central (BC), é acompanhada pelos investidores da Bovespa, mas não tem potencial para influenciar os negócios. O diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, deixa o cargo por motivos pessoais e será substituído pelo atual diretor de Assuntos Internacionais, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo. Já a diretoria de Assuntos Internacionais será assumida por Luiz Awazu Pereira da Silva. O mercado também aguarda para hoje a decisão do presidente do BC, Henrique Meirelles, sobre sua permanência à frente da instituição.

Relatório de Inflação

O Banco Central (BC) divulgou nesta manhã o Relatório Trimestral de Inflação, que estava sendo
aguardado com ansiedade por parte do mercado. "Os economistas gostariam de saber do corpo técnico do BC suas impressões mais detalhadas sobre o nível de atividade e inflação no País", dizem em nota diária os economistas da Gradual Investimentos. Segundo eles, uma leitura preliminar indica que não há "nada de muito novo em relação aos desdobramentos da economia e da inflação frente ao nosso cenário base".

Dólar

O dólar deve continuar sem um rumo claro em abril, dependendo da continuidade do ingresso de recursos e do comportamento do mercado global de câmbio após oscilar em torno de R$ 1,80 em março, segundo analistas.

A moeda norte-americana terminou o mês a R$ 1,781, com baixa acumulada de 1,44%. Somente nesta sessão, com a ajuda da valorização de quase 1% do euro, a queda do dólar foi de 0,78% ante o real.

Mercados internacionais

Os principais índices das Bolsas de Nova York abriram em queda nesta quarta-feira, após os dados de emprego no setor privado dos EUA em março. Houve corte de 23 mil vagas de emprego no setor privado em março. O dado veio bem pior que o previsto pelos economistas, que esperavam aumento de 50 mil postos de trabalho.

Os mercados asiáticos fecharam em baixa moderada nesta quarta-feira. A maioria das bolsas, após acumularem ganhos nos últimos pregões, passou por realização de lucros. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong. Após três sessões seguidas de alta, o índice Hang Seng baixou 135,44 pontos, ou 0,6%, e terminou aos 21.239,35 pontos.

Na Europa, as praças acionárias operavam em baixa no último dia de março. De indicadores, os agentes receberam a projeção para a inflação anual na zona do euro em março, de 1,5%, e novo corte de empregos no setor privado americano.

(Com Valor Online e Agência Estado)

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