SÃO PAULO - A preocupação com a desaceleração da economia mundial, que ganhou novo impulso com dados divulgados hoje pela China e pelos Estados Unidos, continua a "assombrar" o desempenho dos papéis de maior peso sobre o Ibovespa. Mais uma vez, são as ações da Petrobras, da Vale e do setor de siderurgia e mineração as principais responsáveis pela baixa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta jornada. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,45%, para 63.193 pontos, com giro financeiro de apenas R$ 3,416 bilhões.

SÃO PAULO - A preocupação com a desaceleração da economia mundial, que ganhou novo impulso com dados divulgados hoje pela China e pelos Estados Unidos, continua a "assombrar" o desempenho dos papéis de maior peso sobre o Ibovespa. Mais uma vez, são as ações da Petrobras, da Vale e do setor de siderurgia e mineração as principais responsáveis pela baixa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta jornada. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,45%, para 63.193 pontos, com giro financeiro de apenas R$ 3,416 bilhões. Dentre as "blue chips", Vale PNA cedia 1,54%, a R$ 37,71, e Petrobras PN perdia 1,17%, a R$ 26,98. "As empresas ligadas a commodities estão sofrendo bastante, há muita aversão a risco e o mercado está dividido sobre onde se posicionar. Hoje, o desempenho está muito relacionado aos dados chineses, já que muita gente acha que o país será o carro chefe para tirar o mundo da estagnação", comenta o assessor da Hera Investimentos, Fernando Campelo. Além de analisarem a trajetória chinesa ao fim do primeiro semestre, os analistas estão de olho no desempenho mais fraco da atividade industrial americana em junho e no risco de deflação. O índice de preços ao produtor nos Estados Unidos diminuiu 0,5% em junho, seguindo baixa de 0,3% um mês antes. O resultado veio abaixo do esperado. "O risco de deflação existe nos Estados Unidos e este é um momento em que o país está praticamente sem armas para sair deste tipo de crise", observa Campelo. De volta ao mercado local, continuam a figurar entre as maiores altas do Ibovespa papéis do setor de construção, o primeiro a reportar números do segundo trimestre do ano. Instantes atrás, PDG Realty ON subia 3,09%, para R$ 17,99, Rossi ON avançava 2,17%, para R$ 15,48, e MRV ON se apreciava em 1,72%, a R$ 14,75. As vendas contratadas da MRV somaram R$ 981,9 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2009. Já os lançamentos atingiram a marca recorde de R$ 1,113 bilhão no trimestre, um crescimento de 81,3% em relação ao mesmo período de 2009. Ainda entre os aumentos mais expressivos do Ibovespa estavam Brasil Foods ON (2,65%, a R$ 24,77) e BM & FBovespa ON (2,39%, a R$ 11,98). Na ponta oposta, destaque negativo para Vivo PN (-2,71%, a R$ 46,22), Bradespar PN (-2,82%, a R$ 32,00) e CSN ON (-2,96%, a R$ 26,15). No mercado americano, as bolsas também se encaminham para um fechamento em baixa. Minutos atrás, o índice Dow Jones recuava 0,56%, o Nasdaq se depreciava em 0,52% e o S & P 500 tinha baixa de 0,50%. (Beatriz Cutait | Valor)

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