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Bolsa caiu 0,03% depois que sinais dos Estados Unidos pioraram. Dólar também virou e subiu 1,18%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em alta durante quase todo o pregão desta terça-feira, resistindo aos sinais negativos das demais praças acionárias do mundo. No entanto, o sinal das bolsas dos Estados Unidos piorou no final do dia, afetando os negócios no Brasil.

O Ibovespa - principal índice da Bovespa - acabou fechando de lado, em queda de 0,03%, aos 64.810 pontos. Ontem, a bolsa subiu 0,61%, aos 64.829 pontos. O mercado americano está com um desempenho volátil desde o início da jornada, em um dia de poucos indicadores. A cautela do investidor, entretanto, se dá em um ambiente de maior temor com a situação financeira de bancos europeus. Ontem, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do banco francês BNP Paribas de "AA" para "AA-". Nos EUA, Dow Jones caiu 1,43% e Nasdaq recuou 1,19%.

No mercado cambial, o dólar fechou em alta, após cair o dia todo. A moeda norte-americana fechou a R$ 1,7829 para venda, em valorização de 1,18% frente ao real.

Na agenda interna, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta 0,19% em junho. A taxa apresentou recuo em relação à verificada no mês de maio (0,63%).

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam índice entre 0,11% e 0,32%. A mediana das projeções era de 0,17%.

Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu fixar em 4,5% o centro da meta de inflação para 2012. Segundo o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, a margem de variação da meta de inflação de 2012 é de dois ponto porcentuais para cima ou para baixo. O CMN também confirmou em 4,5% o centro da meta de inflação para 2011.

Europa

As Bolsas europeias fecharam o dia em queda, interrompendo uma sequência de nove sessões de ganhos no índice pan-europeu Stoxx Europe 600, em meio a receios sobre a exposição de bancos franceses à Grécia e a outros países da zona do euro. Hoje, o Reino Unido também anunciou medidas para controlar seu déficit orçamentário.

O índice Stoxx Europe 600 recuou 0,49%, para 256,92 pontos, depois de ter fechado ontem no seu nível mais alto desde 3 de maio. Em Londres, o índice FTSE-100 encerrou a sessão em queda de 0,98%, aos 5.246,98 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 caiu 0,83%, para 3.705,32 pontos. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caiu 0,38%, para 6.269,04 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 caiu 0,55%, para 10.016,10 pontos.

Ásia

Após os fortes resultados da véspera, a maioria dos mercados da Ásia fechou em queda nesta terça-feira. A Bolsa de Hong Kong interrompeu nove sessões consecutivas de ganhos, nas quais acumulou alta de 7,9%, por conta da realização de lucros no HSBC e nos bancos chineses. O índice Hang Seng caiu
93,10 pontos, ou 0,4%, e terminou aos 20.819,08 pontos.

Já as Bolsas da China tiveram ligeira alta, ainda por conta dos efeitos da flexibilização do yuan. O índice Xangai Composto subiu 0,1% e encerrou aos 2.588,70 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 0,6% e terminou aos 1.047,56 pontos.

Yuan

O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, perdendo muito dos fortes ganhos da véspera, devido à demanda pela moeda norte-americana por parte de bancos estatais chineses. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8136 yuans, de 6,7976 yuans acima do fechamento de segunda-feira, que foi o mais baixo patamar na era moderna.

(com agências)

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