Ibovespa fecha estável, pressionado pela Grécia

Leilão de aeroportos fez ações das perdedoras fecharem em fortes altas. Dólar sobe 0,59%

iG São Paulo com Valor Online | 06/02/2012 18:23

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O Ibovespa fechou de lado, num dia em que operou todo o tempo com ligeiro sinal negativo. O principal índice da praça apulista encerrou com +0,01%, para 65.223 pontos. A principal trava para os negócios veio da Grécia. As dificuldades enfrentadas pelo governo para negociar um novo socorro financeiro com os credores internacionais e as incertezas com relação à adoção de novas medidas de austeridade fiscal geraram a cautela dos agentes nos mercados de maior risco.

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De Paris, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, alertaram que o tempo é curto para a Grécia e que o governo deve assumir suas responsabilidades e chegar a um acerto. E sem indicador econômico nos Estados Unidos, as atenções também se voltam ao noticiário nacional.

Destaque do dia, o governo conseguiu arrecadar R$ 24,535 bilhões nos leilões de concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). O consórcio liderado pela Invepar (em parceria com a sul-africana ACSA) venceu a disputa por Guarulhos, oferecendo R$ 16,213 bilhões - ágio de 373% em relação ao lance mínimo estipulado pelo governo (R$ 3,424 bilhões). Já a Triunfo Participações e Investimentos venceu a concessão de Viracopos, com lance de R$ 3,821 bilhões (ágio de 159% em relação ao mínimo de R$ 1,471 bilhão). No caso do aeroporto de Brasília, o vencedor foi o consórcio liderado pela Engevix, com lance de R$ 3,5 bilhões (ágio de 501%). 

As ações das companhias que não ganharam nenhuma concessão subiram. CCR, única que faz parte do Ibovespa, chegou a liderar os ganhos e, no fechamento, subiu 1,72%, no segundo maior ganho do dia. OHL, que caía, virou e fechou em forte alta de 4,65%. Ecorodovias disparou 6%.

O único papel que caiu foi justamente o da Triunfo Participações que, em consórcio, venceu a disputa por Viracopos (Campinas). As ações recuaram 2,96%. “O mercado não gosta quando uma empresa gasta muito dinheiro”, resumiu, em tom irônico, um gestor. Segundo os analistas, o mercado já havia descontado as ações da CCR, OHL e Ecorodovias que, nos últimos tempos, vinham dando declarações de que estavam muito interessadas nos leilões. Agora, voltam a comprar, já que os especialistas vêem a situação como um alívio de caixa. Ou seja, como não terão que fazer grandes investimentos nos próximos anos, há uma correção para cima do valor de suas ações.

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