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Ibovespa cede 1,05%, aos 65.287 pontos; dólar opera estável

SÃO PAULO - As vendas continuam a prevalecer sobre as compras nos mercados acionários na tarde desta terça-feira. No Brasil, o Ibovespa não escapa do movimento de maior aversão a risco e perde força pela quarta jornada seguida.

Valor Online |

Por volta das 14h25, o índice recuava 1,05%, aos 65.287 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,8 bilhões. Em Wall Street, no mesmo horário, enquanto o índice Dow Jones tinha desvalorização de 1,01%, o Nasdaq se depreciava em 1,30% e o S & P 500 apurava baixa de 1,18%. Os mercados enfrentam um dia "mais pesado" desde a abertura das operações, diante das preocupações com a recuperação econômica da Europa e dos Estados Unidos. E novos dados do setor imobiliário americano, que mostrou uma queda de 27,2% das vendas de casas existentes em julho, deram maior força para a saída dos investidores dos mercados. As revendas ficaram no menor patamar desde o início da série, em 1999, e a baixa apurada foi praticamente o dobro do esperado. No ambiente corporativo, a maior parte dos papéis que integram o Ibovespa operam em queda, com destaque para Duratex ON (-2,63%, a R$ 17,38), Telemar ON (-2,74%, a R$ 30,49) e Telemar Norte Leste PNA (-3,21%, a R$ 46,35). No sentido oposto, entre as maiores altas do índice figuram papéis ligados ao consumo doméstico e ao setor elétrico, como Cemig PN (2,06%, a R$ 26,25), Cesp PNB (1,25%, a R$ 26,58) e MRV ON (1,06%, a R$ 15,25). Entre as "blue chips", o tom negativo do dia é reforçado pela forte queda dos preços das commodities. Minutos atrás, os papéis PNA da Vale recuavam 1,77%, a R$ 41,55, enquanto as ações PN da Petrobras perdiam 0,52%, a R$ 26,52. A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse hoje que o governo segue trabalhando com prazo de 30 de setembro para a assinatura do contrato de cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo da União à Petrobras. Ao ser questionada quanto ao risco de prorrogação dos prazos, entretanto, a ministra admitiu a possibilidade de isso acontecer. "Eventualmente, pode haver alguma complicação. A ideia é manter o cronograma. Estamos analisando os dados tanto da certificadora da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) quanto da Petrobras para achar um consenso de preço", ressaltou. Sobre o conflito entre os preços estimados pela ANP e pela Petrobras, a ministra disse que o governo ainda não trabalha com a hipótese de contratação de uma terceira certificadora. Isso implicaria, segundo ela, em adiamento da capitalização. No mercado cambial, depois de marcar mínima de R$ 1,763 e máxima de R$ 1,783, a moeda americana opera estável nos negócios, cotada a R$ 1,767. O dólar se apreciou nas últimas três sessões. (Beatriz Cutait | Valor)

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