Publicidade
Publicidade - Super banner
Mercados
enhanced by Google
 

Ibovespa acentua ganhos; papéis da Petrobras avançam 2,7%

SÃO PAULO - A valorização das bolsas mundiais e o aumento dos preços das commodities continuam a favorecer o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no pregão desta segunda-feira. Indicadores de produção industrial, vendas no varejo e inflação na China, divulgados na noite de sexta-feira, e a conclusão do acordo de Basileia 3 na Suíça, no fim de semana, são os motores do mercado nesta jornada. Por volta das 12h40, o Ibovespa subia 1,64%, aos 67.901 pontos, e movimentava R$ 2,483 bilhões.

Valor Online |

SÃO PAULO - A valorização das bolsas mundiais e o aumento dos preços das commodities continuam a favorecer o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no pregão desta segunda-feira. Indicadores de produção industrial, vendas no varejo e inflação na China, divulgados na noite de sexta-feira, e a conclusão do acordo de Basileia 3 na Suíça, no fim de semana, são os motores do mercado nesta jornada. Por volta das 12h40, o Ibovespa subia 1,64%, aos 67.901 pontos, e movimentava R$ 2,483 bilhões. Esta é a terceira alta seguida do índice. Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones tinha alta de 0,70%, o S&P 500 avançava 1,05% e o Nasdaq registrava valorização de 1,66%. Em pauta, estão os números chineses. Enquanto a produção industrial do país cresceu 13,9% em agosto em relação ao mesmo mês de 2009, as vendas no varejo se expandiram em 18,4%. Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no país asiático atingiu 3,5% em agosto. O setor financeiro também está no foco dos investidores, após a conclusão do chamado Acordo de Basileia 3. O acordo define regras mais rígidas para o sistema financeiro internacional, com o objetivo de se evitar que novas crises ocorram. "As decisões foram vistas como positivas pelo mercado, que reagem bem hoje às notícias. Em primeiro lugar, o aumento do capital mínimo exigido para os bancos não foi tão grande quanto o mercado esperava. Além disso, o prazo para a adequação às novas normas foi também maior do que o esperado. Os bancos têm até janeiro de 2019 para se adaptar às novas regras", assinalou a Itaú Corretora, em relatório. A implementação das novas regras do nível 1 de capital, as que refletem maior solidez dos bancos, começará em janeiro de 2013 e será completada em janeiro de 2015. Por sua vez, as exigências de colchões adicionais de capital serão adotadas gradualmente, de janeiro de 2016 até janeiro de 2019. "Hoje temos algumas boas notícias, com destaque para os números de China e o cenário de commodities mais forte. No caso do acordo de Basileia, os bancos terão um tempo maior para se adaptar e isso está sendo visto como positivo", comentou o economista-chefe da LLX Investimentos, Sérgio Manoel Correia. EmpresasNo front corporativo, a maior parte dos papéis que integram o Ibovespa operam em alta e as "blue chips" avançam mais de 2%. Há pouco, os papéis PN da Petrobras subiam 2,72%, a R$ 28,27, com giro de R$ 335 milhões, enquanto as ações PNA da Vale avançavam 2,02%, a R$ 42,29, com volume negociado de R$ 263,2 milhões. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que a empresa deve bater recorde no volume de vendas de derivados de petróleo neste ano. No primeiro semestre, o volume vendido cresceu 12% ante os seis primeiros meses do ano passado. O executivo informou que o ritmo de avanço se manteve no começo do segundo semestre. Além disso, começou hoje o período para que os investidores interessados em participarem da megaoferta de ações promovida pela Petrobras façam seus pedidos de reserva de ações. Com o terceiro maior giro do dia, as ações ON da OGX Petróleo avançavam 1,34%, a R$ 20,35, com volume de R$ 118,8 milhões. Já os papéis ON da LLX Logística movimentavam R$ 106,3 milhões e despencavam 6,38%, a R$ 10,11. A MMX, braço de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista, firmou um contrato com a empresa sul-coreana SK Networks para fornecimento de minério de ferro das minas da MMX Sudeste e da MMX Chile. A empresa estrangeira ainda desembolsará o equivalente a US$ 700 milhões na compra de ações da brasileira, que planeja uma operação de aumento de capital. Além disso, a MMX pretende adquirir por cerca de US$ 2,3 bilhões a subsidiária de logística LLX Sudeste, responsável pela construção do Superporto Sudeste, localizado no Rio de Janeiro, que escoará a principal parte da produção de minério de ferro. A companhia planeja emitir até US$ 2,2 bilhões em ações ordinárias, ao preço de R$ 13,963 por papel. Instantes atrás, os papéis ON da MMX subiam 0,92%, a R$ 13,05. De volta ao Ibovespa, além dos papéis da LLX, estavam entre as poucas quedas do índice as ações Klabin PN (-0,58%, a R$ 5,13), AmBev PN (-0,04%, a R$ 196,80), Souza Cruz ON (-0,42%, a R$ 84,04) e Vivo PN (-0,24%, a R$ 45,45). Na ponta contrária, entre as principais valorizações do índice figuravam os papéis Fibria ON (3,43%, a R$ 30,42), Bradesco PN (3,40%, a R$ 31,90) e MRV ON (3,21%, a R$ 16,03). Ainda no setor financeiro, as ações ON do Banco do Brasil avançavam 2,85%, a R$ 28,80, e Itaú Unibanco PN tinha ganhos de 2,76%, a R$ 38,22. (Beatriz Cutait | Valor)

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG