Ibovespa cai 0,40%, ainda no menor nível desde julho de 2010

Índice recuou aos 62.345 pontos, pressionado por notícias negativas vindas da Europa

AE | 23/05/2011 17:53

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O sinal negativo vindo da Europa pressionou o índice Bovespa para baixo nesta segunda-feira, mas os preços atrativos das ações e o forte suporte nos 62 mil pontos fizeram com que as perdas na Bolsa brasileira fossem mais contidas do que no exterior. O Ibovespa terminou em baixa de 0,40%, aos 62.345,18 pontos, menor nível desde 16 de julho do ano passado (62.339,27 pontos). Na mínima do pregão de hoje, o Ibovespa registrou 61.659 pontos (-1,50%) e, na máxima, os 62.597 pontos (estável). No mês, o índice acumula perda de 5,73% e, no ano, de 10,04%. O giro financeiro totalizou R$ 4,188 bilhões, o menor do mês. Os dados são preliminares.

 

Além do recuo de vários indicadores de atividade industrial na Europa - e China -, a revisão feita por agências de rating de notas de países europeus e a derrota do Partido Socialista nas eleições regionais espanholas do último domingo pesaram sobre os mercados. As notícias levantaram o temor de que a crise da dívida do euro atinja os países centrais do euro, uma vez que também a Itália e a Bélgica ganharam o noticiário.

 

Na sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating da Grécia e a agência Standard & Poor's reduziu a perspectiva da nota da Itália. Hoje, a Fitch diminuiu a perspectiva do rating da Bélgica. As Bolsas da região terminaram com perdas fortes, que chegaram a 3,32% na Bolsa de Milão.

 

Nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones perdeu 1,05%, aos 12.381,26 pontos, o S&P-500 baixou 1,19%, aos 1.317,37 pontos, e o Nasdaq terminou com variação negativa de 1,58%, aos 2.758,90 pontos. Também na América um indicador ruim abriu a semana: o índice de atividade regional do Fed de Chicago foi para -0,45 em abril de 0,32 em março.

 

No Brasil, os preços baratos e o nível de 62 mil pontos impediram o Ibovespa de cair mais. O desempenho, segundo profissionais, também foi ajudado pela melhora da expectativa de inflação na pesquisa Focus, o que beneficiou, por exemplo, os papéis dos bancos.

 

As blue chips, por outro lado, recuaram, acompanhando a queda de preço das matérias-primas negociadas em bolsa (commodities). Petrobras ON perdeu 1,11% e Petrobras PN caiu 1,63%, Vale ON recuou 0,10% e Vale PNA desvalorizou 0,11%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho encerrou com perda de 2,40%, a US$ 97,70 o barril. Os metais recuaram por causa de dados econômicos fracos da China e da valorização do dólar.

Veja o fechamento do dólar:

Agravamento da crise na Europa faz dólar subir 1%

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