Confederação dos trabalhadores diz que agências fechadas já são mais de 40% do total. Número ultrapassa paralisação de 2009

A greve nacional dos bancários já superou o número de agências fechadas no movimento do ano passado. Números enviados pelos sindicatos e federações até as 18 horas desta terça-feira para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) mostram que, no sétimo dia da paralisação, 7.437 agências de bancos públicos e privados não abriram suas portas nos 26 Estados e no Distrito Federal. A quantidade corrresponde a 41% do total. Em 2009, os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior mobilização da greve.

São 910 agências fechadas a mais do que nesta segunda-feira, um aumento de 14%. Em relação ao primeiro dia da greve, iniciada na última quarta-feira, 29 de setembro, o crescimento é de 92,5%. Ainda foram paralisados centros administrativos e outras dependências dos bancos em todo o País.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que incluam o combate ao assédio moral e às metas abusivas. Pedem ainda garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, mais segurança, previdência complementar para todos e fim da precarização via correspondentes bancários. Os bancos propuseram reajuste de 4,29% (inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.

Negociações

O Comando Nacional diz que enviou nesta segunda-feira uma carta ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Fábio Barbosa, reafirmando a disposição de negociar para buscar um acordo “que atenda à expectativa” da categoria. O documento foi remetido após a reunião do Comando Nacional, ocorrida em São Paulo. A Fenaban, por sua vez, diz que negocia patamares abaixo do reajuste de 11%, mas que não chegará a esse percentual.

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