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Governo eleva fatia na Petrobras de 40% a 48%, diz Mantega

Participação detida por BNDES, União e Fundo Soberano cresce após capitalização

Marina Gazzoni, iG São Paulo, Reuters e Agência Estado |

O governo federal aumentará a sua participação na Petrobras de 40% para 48% após a capitalização da empresa, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta sexta-feira. A fatia conta com as participações de BNDES, Fundo Soberano e União.

"A operação foi um grande sucesso, até superou as expectativas, em um momento de condição adversa, porque ainda há crise no mundo", declarou o ministro ao chegar nesta sexta-feira à BM&FBovespa, para evento após a oferta da Petrobras. O evento conta também com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo aumentou sua participação na estatal por meio do chamado processo de cessão onerosa de reservas da União em um volume de 5 bilhões de barris, numa operação que envolve títulos públicos. O aporte total do governo na capitalização foi equivalente ao valor da cessão onerosa de barris da União para a estatal, de R$ 74,8 bilhões, afirmou Mantega

A Petrobras arrecadou R$ 120,36 bilhões de reais com sua oferta de ações, a maior já realizada no mundo, garantindo recursos para a exploração do pré-sal.

Apesar de o governo já ter elevado sua fatia de 40% para 48%, uma questão permanece indefinida: como o governo dividirá a participação de seus agentes. Tesouro Nacional, Fundo Soberano do Brasil (FSB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal terão participações distintas, seguindo os critérios do Ministério da Fazenda.

Nos próximos dias, paralelamente ao início da negociação das novas ações da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e à liquidação das ações - como é chamada a quitação dos papéis pelas corretoras - a equipe técnica do governo estará debruçada sobre os cálculos que formarão o novo desenho da participação estatal na Petrobras. A entrada do Fundo Soberano e da Caixa faz parte da estratégia de aumentar a parcela estatal, mas pulverizando em diferentes veículos. O BNDES já detinha participação considerável no capital da companhia (7,7%), principalmente em ações sem direito a voto (preferenciais: PNs).

Para não ver essa parcela ser diluída na operação de capitalização, o banco já estava se preparando, de acordo com fontes ligadas à operação, para desembolsar cerca de R$ 7 bilhões de seu caixa para seguir a oferta. Agora, detém participação ainda mais substancial (9,2%), graças ao aporte de ações do Tesouro, no mês passado, que promoveu uma "capitalização dentro da capitalização". Injetou R$ 2,5 bilhões na Caixa e R$ 4,5 bilhões no BNDES em ações da Petrobras.

O mesmo Tesouro vai dar as cartas: quanto caberá à Caixa, ao BNDES e ao Fundo Soberano ao fim do processo.

 

 

 

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