Tesouro norte-americano possui 61% da montadora, que fará oferta de ações

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O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, reiterou que o governo pode manter uma participação controladora na General Motors após o fim do ano, enquanto a montadora se prepara para retornar ao mercado de ações. "Eu não sei se vamos conseguir sair totalmente da GM até o fim deste ano", Biden afirmou durante uma visita à unidade de montagem da Chrysler em Toledo (Ohio), que produz o jeep Wrangler.

"Eu acho que esse IPO (oferta pública inicial de ações) vai ser bem sucedido", comentou. O vice-presidente acrescentou que a indústria automobilística tem sido "muito bem-sucedida" na administração do presidente Barack Obama. O Tesouro dos EUA poderia vender parte de sua fatia de 61% na GM quando a empresa realizar o IPO no fim do ano, mas ainda não é certo quanto o departamento deve vender.

Autoridades do governo têm dito que detalhes sobre a data da oferta e o número de ações a serem vendidas serão determinados basicamente pelas condições do mercado. Na semana passada, a GM registrou os documentos necessários para realizar o IPO e voltar a ser uma empresa de capital aberto na Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM norte-americana). A empresa teve um lucro de US$ 1,3 bilhão no segundo trimestre deste ano.

A GM, juntamente com a Chrysler, recebeu milhões em empréstimos do governo para manter suas operações no ano passado. O governo Obama também ajudou a guiar as duas montadoras por processos de concordata em 2009. Os ativos da Chrysler foram unidos aos da Fiat, enquanto a GM ressurgiu como uma empresa independente. A Chrysler não tem planos de realizar um IPO no momento. A montadora registrou um prejuízo de US$ 172 milhões no segundo trimestre deste ano, e um lucro operacional de US$ 183 milhões. As informações são da Dow Jones.

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