Os 19 negócios do período somaram R$ R$ 25,3 bilhões; o maior deles, entre Bunge e Vale, envolveu R$ 7 bilhões, segundo a Anbima

As fusões e aquisições movimentaram R$ 25,3 bilhões no primeiro trimestre de 2010, montante 8,1% superior ao do mesmo período do ano anterior. Os dados são do Ranking Anbima de Fusões e Aquisições, divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

De janeiro a março deste ano foram registrados 19 negócios, sendo que os efetivamente encerrados somaram R$ 3,1 bilhões, num total de quatro operações.

Operações bilionárias

As transações anunciadas com valor superior a R$ 1 bilhão representaram 42,1% do total, enquanto no mesmo período de 2009 a participação de grandes transações no volume total foi de 27,3%.

O percentual apurado no primeiro trimestre de 2010 para as operação bilionárias também superou os anos fechados da série apresentada, desde 2006. A maior operação registrada no primeiro trimestre, no valor de R$ 7 bilhões, foi a aquisição de 100% da Bunge pela Vale.

O crescimento da economia brasileira impulsionou grandes transações, na opinião de Bruno Amaral, coordenador da Subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbima. “No primeiro trimestre de 2010 foram anunciadas grandes transações cujas negociações foram iniciadas ou retomadas dado o vigor da economia brasileira a partir do segundo semestre de 2009”, diz.

Valor das operações anunciadas

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Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)

Brasileiras compram mais

Desde 2009, cresce a participação de empresas brasileiras como compradoras, tendência que vem se acentuando ao longo dos anos. No primeiro trimestre deste ano, elas responderam por 86,2% do volume das aquisições.

Companhias nacionais anunciaram compra de seis empresas estrangeiras, num total de R$ 11,2 bilhões ou 44,2% do montante apurado no trimestre. Destacam-se as empresas de origem européia, que representaram 83% dessa segmentação. No mesmo período de 2009, empresas americanas (57,7% das operações) e asiáticas (40,9%) foram as mais adquiridas por empresas brasileiras.

Também foi detectado um forte movimento de aquisições entre empresas brasileiras, somando R$ 10,6 bilhões em 11 transações. “Esses dados demonstram que as empresas brasileiras emergiram fortes da crise internacional, em condições de se concentrar e apostar em oportunidades de crescimento, ao invés de adotar uma postura mais defensiva como em crises anteriores”, afirma Amaral.

Quattor e Braskem puxam setor petroquímico

O setor químico e petroquímico registrou o maior volume anunciado em 2010, de 34,7%, seguido por Empreendimentos e Participações, com 27,8% e Agronegócio, com 19%. O destaque de 2009 havia sido o setor de Alimentos e Bebidas.

Como exemplo neste primeiro trimestre, a consolidação do setor de química e petroquímica com a aquisição pela Braskem das participações da Unipar detidas na Quattor, no volume total de R$ 4,9 bilhões e a aquisição, também pela Braskem, da participação de 40% da Petrobras na Quattor no volume de R$ 3,2 bilhões.

Além dos números de fusões e aquisições, a Anbima também considerou no levantamento os valores das OPAs (Oferta Pública de Aquisição de Ações) e reestruturações societárias.

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