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Fundos preferem bancos, mineração e construção civil

Esses gestores cuidam de R$ 231 bilhões em recursos, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer

AE |

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Bancos, mineração e construção civil são os três setores da economia mais atrativos para investimentos, revelam os gestores de fundos de pensão em pesquisa feita pela consultoria Mercer. Esses gestores cuidam de R$ 231 bilhões em recursos. As ações da Vale, Itaú Unibanco, PDG Realty e Petrobras são apontadas como as principais apostas para os próximos 12 meses. 

O objetivo da pesquisa da Mercer foi avaliar a expectativa dos gestores de fundos de pensão para a economia brasileira. François Racicot, líder da área de investimentos da Mercer, destaca que dentre os três setores preferidos pelos fundos, os bancos foram os que tiveram mais votos como setor número um em atratividade. Com o mercado de crédito crescendo a 20% ao ano e a inclusão de 30 milhões de pessoas no mercado financeiro nos últimos anos, os bancos devem continuar mantendo taxas altas de expansão e lucros bilionários. 

Para as commodities, 94% dos gestores dos fundos esperam novos aumentos de preços nos próximos anos. Alguns segmentos, como o de mineração, além de ganhar com a alta dos preços no mercado internacional, também se beneficiam do aquecimento da economia brasileira, que gera maior demanda por aço e outros produtos. O setor de construção civil também é beneficiado pelo aumento da renda, do crédito imobiliário e dos projetos de infraestrutura. 

Além de bancos, mineração e construção, outros dois setores da economia tiveram votos. Petroquímica e comércio também aparecem entre os preferidos dos fundos de pensão. Já os segmentos de energia elétrica e telefonia ficaram em último lugar no levantamento. 

A perspectiva para o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), também é positiva. Alguns gestores apontam o indicador em 90 mil pontos até o final do ano. A média das previsões é que o índice fique em 75 mil pontos em dezembro. Os mais pessimistas projetam que o Ibovespa fique nos atuais 65 mil pontos. 

Para 2011, a previsão é do Ibovespa em até 110 mil pontos, segundo a pesquisa da Mercer. Já para os países desenvolvidos, principalmente Japão e Zona do Euro, as perspectivas são negativas. Dos gestores entrevistados, 80% apontam que as bolsas europeias devem terminar 2010 no vermelho. Alguns gestores apontam que os problemas fiscais da região podem gerar uma nova crise e também que o desempenho fraco das economias dos países europeus pode comprometer a expansão da economia global nos próximos anos. 

Sobre os investimentos dos fundos de pensão, os gestores apontam que haverá necessidade de aumentar os prazos das carteiras para papéis de mais longo prazo. A pesquisa da Mercer ouviu 18 gestores que administram recursos dos fundos de pensão. Os questionários foram respondidos no final de julho.

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