A partir de janeiro de 2012, os funcionários públicos poderão escolher em qual banco vão receber o salário. A chamada portabilidade de conta chega três anos depois da liberação para os funcionários de empresas privadas. Para especialistas, a medida é uma tentativa saudável do Banco Central (BC) de incentivar a concorrência entre os bancos, mas há vários obstáculos pelo caminho. Falta de informação e de interesse dos bancos, comodismo dos clientes e burocracia estão entre os entraves.
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Com a portabilidade, as contas podem ser mudadas sem cobrança de tarifas ou custos adicionais. A mobilidade faz parte de um amplo pacote elaborado em 2006 pelo Banco Central (BC) para estimular a concorrência entre bancos. Além da conta-salário, as medidas incluem a portabilidade do cadastro dos clientes e mesmo de operações de crédito. Neste caso, a pessoa pode transferir um empréstimo de um banco para outro que oferecer melhores condições de pagamento.
Salário: agora é a vez dos funcionários públicos na portabilidade
Quem quiser receber seus vencimentos em outro banco terá de fazer um único comunicado à instituição financeira a que está vinculado hoje. A partir daí, o banco terá de transferir, sem custo e no mesmo dia, o salário do cliente para a conta informada previamente.
Em sua primeira entrevista coletiva após assumir a presidência do BC, no começo deste ano, Alexandre Tombini ressaltou os esforços da autoridade monetária para reduzir as margens de lucro dos bancos. “O BC tem um grupo que estuda medidas para atuar nesse tema. Reforçamos a portabilidade do crédito, do cadastro, da conta-salário, por exemplo. São várias medidas tomadas para facilitar o trânsito de clientes bancários entre instituições”, afirmou. “O spread caiu ao longo do tempo, mas ele continua alto. Essa é uma agenda que continua.”
Dúvidas
O problema é que experiências anteriores de portabilidade ainda não surtiram os efeitos esperados pelos especialistas. No caso da portabilidade de crédito, ainda há pouca procura pelos clientes de bancos. Segundo o BC, o volume transferido de um banco para outro ficou em R$ 325 milhões em junho, enquanto o saldo de crédito do sistema financeiro foi de R$ 1,9 trilhão. Foram 28.758 operações de portabilidade, com valor médio de R$ 11.306.
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Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, a migração de crédito ainda é tímida por falta de interesse dos bancos. “Para mudar, o cliente precisa ir ao gerente, que não tem interesse na mudança, pois o banco tem suas políticas de retenção de clientes. Muitas vezes, o correntista acaba sendo convencido a ficar.” Na visão de Maria Inês, o melhor caminho para mudar essa situação é mais informação. “Os bancos precisam ser mais transparentes.”
Essas negociações muitas vezes acabam resultando em tarifas menores para os clientes, o que reduz a mobilidade de contas, mas acaba se refletindo em benefícios aos correntistas. Mas os especialistas vêem essa movimentação como marginal.
“Folhas de pagamento em geral são extremamente importantes para os bancos”, diz o Ricardo Mollo, professor do Insper que já foi diretor do Itaú Unibanco. Segundo ele, as instituições financeiras usam os salários como uma maneira de reter clientes. “Um banco de varejo vive de escala e, com as folhas, pode oferecer pacotes customizados, com redução de tarifas.”
Ele não acredita em grandes mudanças na divisão de contas pelos bancos, após a liberação da migração para funcionários públicos. “Abrir conta corrente não é um trabalho fácil. É demorado e burocrático.” Além disso, lembra, há poucos bancos comerciais grandes no país, o que limita a concorrência.
Agência do Banco do Brasil, em São Paulo: a instituição é líder em folhas de pagamento de servidores públicos
Outro ponto que deve garantir clientes é a oferta de crédito consignado juntamente com o pacote da conta corrente. Segundo Mollo, o Banco do Brasil (BB) atuou fortemente nessa área, fazendo ofertas agressivas de exclusividade de folha aliada a consignado. “O BC soltou uma norma proibindo essa prática, mas apenas para os novos contratos.”
O número de cidades que possuem apenas um banco também é um fator de restrição à portabilidade. “Muitos funcionários públicos não terão para onde mudar”, diz Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da agência classificadora de risco Austing Rating. Ele também não acredita que a medida resultará em guerra de tarifas pelos bancos. Além da concentração bancária, ele lembra que os clientes de bancos não são organizados e perdem força na hora de pleitear taxas menores.
BB
Para os especialistas, em tese o BB é a instituição que mais tem a perder com a liberação das contas. “O Banco do Brasil entrou agressivamente nos últimos anos comprando folhas de funcionários públicos em todo o país. O Estado e a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, têm conta no BB”, diz Mollo, do Insper. Para Santacreu, o banco tentará proteger a base de clientes já conquistada, fazendo campanha para tentar mantê-la, caso sinta-se ameaçado.
O Banco do Brasil é responsável atualmente por grande parte do pagamento de salários dos servidores públicos no país. São cerca de 7 milhões de servidores públicos, que representam 12% da base de clientes pessoas físicas total do BB.
Atualmente o banco é o agente financeiro nos seguintes estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato grosso, Bahia, Paraíba, Rio Grande do norte, Piauí, Maranhão, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantins e Amapá. As capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Porto Velho (RO), São Luiz (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Maceió (AL), Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC).
Consultados, dois dos quatro maiores bancos do país – Itaú e Santander - não comentaram o assunto.
O Banco do Brasil disse que os servidores públicos federais e militares das Forças Armadas já podem optar pelo banco onde preferem receber seu salário e afirma que se mantém na liderança da preferência desses clientes.
A instituição diz que está investindo em diversas frentes para ampliar a capacidade de atendimento aos clientes desse nicho. Foi criado um grupo de trabalho para acompanhar todo o processo de aprimoramento e qualificação do atendimento, monitoramento do mercado, proposição de soluções inovadoras e divulgação das melhores práticas.
"O BB contratou mais funcionários, está ampliando a quantidade de agências Estilo, investindo na qualificação de seus profissionais e aperfeiçoou seus canais de atendimento complementares (internet, terminais de autoatendimento, SMS), além do desenvolvimento do CRM (Customer relationship management), visando aprimorar o relacionamento bancário com os clientes", continua. O banco diz que o início da portabilidade será um bom momento para reafirmar o compromisso de ser o "Banco do Servidor Público".
O Bradesco se posicionou apenas sobre a folha de pagamentos dos 460 mil servidores do Rio de Janeiro, que começará a processar em janeiro. O leilão para comprar esse direito foi realizado em maio, na venda do Berj. De acordo com o Bradesco, desde o início do processo a instituição já sabia que a portabilidade seria permitida em 2012. “O Bradesco acredita que poderá manter o relacionamento com os servidores a partir de uma prestação de serviços de qualidade e produtos que ofereçam benefícios”, afirma.
(colaborou Danilo Fariello)
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EM MATÉRIA DE ATENDIMENTO, O BANCO DO BRASIL É PÉSSIMO. O PAB AQUI NA REITORIA DA UNESP , ALÉM DO POUCO CASO NO ATENDIMENTO, O BANCO NÃO POSSUI DINHEIRO NO CAIXA PARA SAQUE, É LAMENTÁVEL COMO ELES TRATAM SEUS CLIENTES.\nCOMO AGORA A ÁGUA ESTÁ BATENDO NO PESCOÇO POR QUESTÃO DA PORTABILIDADE, ATÉ PORQUE, QUANDO OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS FORAM OBRIGADOS A TER CONTA NO BB SEM QUE ELES FIZESSEM O MÍNIMO DE ESFORÇO, PORQUE NÃO PRECISA CAPTAR OU VENDER PRODUTOS, PORQUE TUDO CAI NO COLO, O MERCADO AGORA VAI TER UMA SURPRESA, POIS OS DEPÓSITOS E APLICAÇÕES NO BB CAIRÃO VERTIGINOSAMENTE, ADEUS BB´ O PIOR BANCO EM ATENDIMENTO, SUGIRO \nAGORA PARA O RH DO BANCO DAR UM CURSO DE BOM ATENDIMENTO E A ENSINÁ-LOS\nCOMO MANTER UM CLIENTE SATISFEITO.
Responder comentário | Denunciar comentárioVai ser muito bom a portabilidade. Vale lembrar que alguns Bancos não valem nada, são péssimos. Vamos para os melhores.
Responder comentário | Denunciar comentárioQUANDO CRITICAM O BANCO DO BRASIL É PORQUE NÃO CONHECE OS OUTROS BAN COS.
Responder comentário | Denunciar comentárioEu fiz um comentário criticando e desmentindo o tal do Wanderley, acima... Parece q estão avaliando o q escrevi, com meu nome, todo... A verdade q o Wanderley continua, lá, com sua mentira; e minha crítica... sumiu.\nOutra coisa: O sistema usado pelo BB, não restam dúvidas, é o melhor, mais ágil do mercado... Eu tenho c/corrente em vários bancos... e fico pasmo, com os demais bancos de praça. Pq são bancos de praça; não BANCOS DA PRAÇA... No geral, os bancos, com exceções, são uma lástima, em operacionalidade. As exceções estão localizadas em determinadas agências... Acho q é por que, nessas exceções, existem funcionários, melhores; funcionários ao nível profissional. Então, posso afirmar, q a grande diferença do Banco do Brasil está em seu funcionalismo, q é altamente profissionalizado... ALGUÉM JA VIU UM BANCO de PRAÇA FAZENDO GREVE? Está aê, a diferença... O funcionário dos bancos, OUTROS, são uns qualquer... Estão, ali, pq não tem outro lugar pra trabalhar.... Poderiam estar, por exemplo, nas Casas Bahia.... Mas, estão ali.... se passando por bancários. UNS EXPLORADOS. E, ainda, querem comparar o BB com o resto... Por mais q eu tenha problemas com o BB; jamais poderei afirmar q o Bando do Brasil é uma droga... e q irei fechar minha conta, no banco. Ora!!!....
Responder comentário | Denunciar comentárioGraças a Deus, funcionários públicos, vamos correndo mudar de Banco assim que sair essa lei. É um absurdo não termos opção de escolher o Banco de nossa preferência. Eu sou obrigada todos os meses a ir ao Banco escolhido pelos governantes retirar o meu salário, prá levar para o Banco onde pago as minhas contas. Chega desse absurdo. Boa sorte a todos nós.
Responder comentário | Denunciar comentárioGraças a Deus até que enfim, acabará a escravidão dos funcionários públicos em serem obrigados a receber os seus salários em Bancos escolhidos pelos governantes. Que democracia é essa, que o cidadão não tem direito a fazer opção pelo Banco que melhor lhe convenha? Sou cliente de um Banco, há 20 anos, onde são pagas as minhas contas. Porém, todos os meses sou obrigada a ir em outro Banco retirar o dinheiro, para poder depositar no Banco da minha escolha. Quem tiver interesse, como eu, tem que tomar as providências no tempo devido, para que não seja mais uma lei que não funcione e continuemos prejudicados
Responder comentário | Denunciar comentárioDesde que fiquei sabendo, há uns 3 anos atrás, que haveria esta portabilidade em janeiro de 2012, não via hora desse tempo chegar. Pois é "palhaçada", a cada troca de prefeito, trocar o banco da folha de pagamento. Quem deve fazer uma "correria atrás da burocracia exigida, é o funcionário que não pediu pra trocar de agência. E, ainda, oferecem pacotes, ditos, "especiais", livres de qualquer tarifa, por um ano. Passado esse tempo, a conta é tarifada e o correntista que sai prejuducado.\nTrabalho em 2 prefeituras, um banco para cada uma e, mais outro que não quer encerrar minha conta porque espera ainda "ganhar uma ação juduciária", porque a prefeitura vendeu sua folha de pagamento para outro banco antes de vencer o contrato.\nEnfim, quero poder ter a LIBERDADE de escolher o meu banco favorito. \nChega de SANTANDER, BRADESCO e CAIXA FEDERAL. Quero ser correntista apenas de um banco, o qual sou cliente há 13 anos: ITAÚ.
Responder comentário | Denunciar comentárioAinda bem que o Santander não se pronunciou, porque com certeza é o pior deles!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioeu odeio o Itaú, que tem me atendido pessimamente, mas nao sei para qual banco correr. tambem tenho conta no santander e é pessimo. pelos comentários aqui, não temos opção em nenhum banco.
Responder comentário | Denunciar comentárioAcho uma uma boa, termos a opção de migrar para outro banco, porém, devemos analisar bem antes de mudar de Instituição, pois irá chover bancos querendo nossas contas, seduzindo com taxa de juros e tarifas menores, contudo tenho colegas que se deram mal, trocaram de banco por tais promessas, e depois arrependeram-se. Eu particularmente tenho conta no BB e não trocarei de banco, procuro usar os canais alternativos, evito ir ao banco nos momentos de pico, inclusive a partir de Janeiro de 2012 os Correios passarão a ser correspondetes do BB, aumentando ainda mais os pontos de atendimento, a taxa de juro para consignado é uma das menores do mercado, pois tenho conta em outra instituíção e ja fiz essa correlação. Acho que a melhor saída e agir com cautela para não arrender depois.
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