Forte queda dos papéis da OGX Petróleo contém valorização do Ibovespa

SÃO PAULO - A exemplo de ontem, a valorização dos papéis da Petrobras e os números melhores que o esperado do mercado de trabalho americano não estão garantindo um desempenho "brilhante" para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira. O Ibovespa chegou a subir 1,3% no início dos negócios, com os investidores animados com os dados do "payroll" americano, mas vem perdendo força ao longo das operações. Além de um número mais fraco do setor de serviços dos Estados Unidos em agosto, contribui para a redução dos ganhos do mercado brasileiro a queda de mais de 4% das ações ON da OGX Petróleo. Por volta das 12h35, o índice subia 0,23%, aos 66.

Valor Online | 03/09/2010 13:00

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SÃO PAULO - A exemplo de ontem, a valorização dos papéis da Petrobras e os números melhores que o esperado do mercado de trabalho americano não estão garantindo um desempenho "brilhante" para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira. O Ibovespa chegou a subir 1,3% no início dos negócios, com os investidores animados com os dados do "payroll" americano, mas vem perdendo força ao longo das operações. Além de um número mais fraco do setor de serviços dos Estados Unidos em agosto, contribui para a redução dos ganhos do mercado brasileiro a queda de mais de 4% das ações ON da OGX Petróleo. Por volta das 12h35, o índice subia 0,23%, aos 66.963 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,738 bilhões. No mercado americano, minutos atrás, o índice Dow Jones tinha alta de 0,61%, o S & P 500 avançava 0,70% e o Nasdaq registrava valorização de 0,85%. O tom positivo do dia surgiu logo cedo, com a divulgação do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Foram cortadas 54 mil vagas em agosto, porém o número veio bem abaixo do esperado pelo mercado, que ultrapassava os 100 mil postos. Mais tarde, o fôlego dos investidores foi reduzido com o dado do Institute for Supply Management (ISM). Segundo a instituição, a atividade do setor de serviços dos Estados Unidos se desacelerou em agosto, já que o indicador que mede o desenvolvimento desse segmento ficou em 51,5, ante os 54,3 de julho. No Brasil, o foco recai naturalmente sobre a Petrobras, cujas ações já subiram mais de 3% neste pregão. Os investidores reagem ao detalhamento da oferta de ações. A Petrobras vai emitir 2.174.073.900 novas ações ordinárias e 1.585.867.998 novas ações preferenciais, em sua oferta pública de ações. Juntamente com as ações ordinárias, também serão emitidos ADRs (recibos de ações), tendo em vista que a oferta será realizada simultaneamente no Brasil e no exterior. O período de reserva da oferta prioritária e da oferta de varejo terá início em 13 de setembro. A previsão é de que o procedimento de roadshow seja finalizado em 23 de setembro, quando o Conselho de Administração da Petrobras se reunirá para definir o preço por ação. A oferta de ações da Petrobras movimentará até R$ 128 bilhões, no caso de demanda extra pelos papéis. Minutos atrás, as ações PN da Petrobras avançavam 2,60%, a R$ 28,32, e giravam R$ 637,1 milhões, enquanto os papéis ON tinham valorização de 2,78%, a R$ 32,11, com volume negociado de R$ 132,7 milhões. Na avaliação do operador da corretora BGC Liquidez, Leonardo Bardese, o tamanho da oferta da estatal veio dentro do esperado e a demanda pelos papéis da empresa deve ser "no mínimo razoável". "O consenso do mercado é de que a Petrobras acabou pagando um preço caro pelos barris, mas que a oferta estará garantida", comentou. Segundo ele, apesar dos dados positivos de emprego nos Estados Unidos, o Ibovespa subiu muito rapidamente nesta semana, dos 64 mil aos 67 mil pontos, o que estimula maior cautela nesta jornada. O analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, compartilha dessa avaliação e aponta a resistência do Ibovespa nos 67 mil pontos. Petrobras x OGX - Além disso, Brugger chama atenção para a possível arbitragem entre os papéis da Petrobras e OGX, embora as ações da segunda empresa tenham se destacado entre as recomendações de corretoras para o mês de setembro. "O processo de capitalização da Petrobras pode gerar um pouco de desinvestimento em outras empresas. Apesar do potencial da OGX, ainda há um pé atrás por ser uma empresa pré-operacional", afirmou Brugger. Há pouco, as ações ON da OGX Petróleo lideravam as maiores baixa do Ibovespa e recuavam 4,44%, a R$ 19,55, com volume de R$ 265,2 milhões. Os papéis do grupo EBX são os destaques negativos desta jornada. Há pouco, MMX ON tinha queda de 1,63%, a R$ 13,25, e LLX ON cedia 1,32%, a R$ 8,97. Também no vermelho, as units da ALL caíam 1,35%, a R$ 16,71. Além de Petrobras, puxavam os ganhos do Ibovespa Natura ON (2,15%, a R$ 44,11), Gerdau Metalúrgica PN (1,83%, a R$ 29,45) e TIM Participações ON (1,61%, a R$ 6,93). As ações PNA da Vale subiam 0,37%, a R$ 43,01, com o terceiro maior giro do dia, de R$ 224,5 milhões. (Beatriz Cutait | Valor)

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