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Fim da exclusividade amplia custos da Redecard no trimestre

RIO - Com o fim da exclusividade de credenciamento das bandeiras de cartão de crédito em primeiro de julho, os custos da credenciadora Redecard subiram no terceiro trimestre

Valor Online |

. Isso afetou o lucro da empresa, que somou R$ 324,105 milhões no terceiro trimestre, resultado 2,7% inferior aos R$ 332,973 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Os custos totais de serviços prestados e despesas operacionais subiram 40,6% no período e atingiram os R$ 359,2 milhões. O resultado foi em parte compensado pelo crescimento de 11,8% da receita líquida, que somou R$ 844,5 milhões. De acordo com o presidente da companhia, Roberto Medeiros, houve um pouco de pressão nos preços por parte dos grandes clientes, "conforme já era esperado". No entanto, os custos de call center cresceram muito. Muitos lojistas ligavam para a empresa, para tentar compreender como se deram as mudanças de utilização das duas bandeiras de cartão de crédito no mesmo terminal, após o fim da exclusividade, em julho. De acordo com Medeiros, o número de ligações quase triplicou e o tempo das ligações também cresceu. A Redecard também bateu recorde de novos credenciamentos, já que passou a aceitar a bandeira Visa nos cartões de crédito e de débito. Isso provocou aumento dos custos de novas instalações. E, como há outras duas credenciadoras no mercado que também passaram a aceitar a bandeira Mastercard, que antes era exclusiva da Redercard, houve ainda aumento de custos de desinstalação. O presidente da Redecard acredita que, no longo prazo, o aumento de volume de receita será suficiente para compensar o crescimento dos custos. "Essa fase de transição vai durar, além do terceiro trimestre, pelo menos mais o quarto trimestre. Continuaremos tendo custo de despesas adicionais para adaptar às novas realidades do mercado. Esse custo deve se estabilizar em um patamar menor", disse em teleconferência sobre os resultados. A geração de caixa (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Lajida) ajustada pelo resultado de pré-pagamento aos estabelecimentos credenciados somou R$ 521,3 milhões, queda de 2,3% perante o terceiro trimestre de 2009. A empresa teve ainda um novo custo, para passar a dar suporte à bandeira Visa. "O custo da Visa é distinto das outras bandeiras que a gente tem que ter", disse Medeiros. Além disso, com o aumento da concorrência, a companhia investiu mais também em presença na mídia, além de novas parcerias. (Juliana Ennes | Valor)

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