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Fed abre possibilidade de mais alívio monetário

Fed abre possibilidade de mais alívio monetário

Reuters |

Por Mark Felsenthal e Pedro da Costa

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve ficou mais perto de adotar novas medidas de incentivo à recuperação econômica dos Estados Unidos, afirmando nesta terça-feira que continua pronto para prover mais estímulos e expressando preocupação com a inflação baixa.

O banco central norte-americano não anunciou nenhuma mudança na política monetária no fim de sua reunião de um dia e manteve o juro básico perto de zero, mas deixou a porta mais aberta para injetar mais recursos na economia.

"O comitê vai continuar a monitorar as perspectivas econômicas e os desenvolvimentos financeiros, e está preparado para fornecer uma política expansionista adicional se necessário para dar suporte à recuperação econômica e à volta da inflação, com o tempo, a níveis consistentes com nosso mandato", disse o Fed em comunicado.

Após a reunião de 10 de agosto, o Fed havia simplesmente afirmado que "empregaria suas ferramentas de política monetária conforme o necessário".

O Fed destacou suas preocupações sobre a desaceleração da inflação em seu comunicado, dizendo que a taxa está abaixo dos níveis consistentes com seu mandato de perseguir estabilidade de preços e pleno emprego.

"O Federal Reserve deu outro passo, ainda que metade de um passo, ao reconhecer a incomum fraqueza da economia e a perspectiva para o emprego e a necessidade de medidas de política (monetária) adicionais", avaliou Mohamed El-Erian, vice-presidente de investimentos da Pacific Investment Management (Pimco).

O presidente do Fed de Kansas, Thomas Hoenig, discordou da decisão pela sexta vez seguida.

Depois de cortar o juro para perto de zero em dezembro de 2008, o Fed lançou um programa de compra de ativos num esforço adicional para reduzir os custos dos empréstimos e ajudar a economia. Ao final, comprou 1,7 trilhão de dólares em dívida de prazo mais longo do governo e bônus ligados a hipotecas.

A política monetária frouxa implementada pelo banco central norte-americano e a perspectiva de mais alívio têm impulsionado o valor de algumas moedas, como o real, à medida que investidores se desfazem de dólar em busca de rendimentos maiores.

A recessão no país terminou em junho de 2009, mas a recuperação desacelerou este ano.

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