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Governo federal tinha 55,6% das ações ordinárias da empresa antes da capitalização

O governo federal elevou de 55,6% para 64% sua fatia nas ações com direito a voto (ON) da Petrobras. A conta está em documento enviado pela estatal de petróleo à Comissão de Valores Mobiliários do mercado norte-americano, a SEC. No relatório, a Petrobras diz que o governo, BNDES e Fundo Soberano compraram 1,810 bilhão de ações ordinárias e 994,9 milhões de preferenciais (sem direito a voto) na capitalização da companhia.

A oferta de ações da Petrobras somou R$ 120,360 bilhões, a maior de todos os tempos já realizada por uma empresa na história do capitalismo. O conselho de administração da estatal definiu na quinta-feira passada o preço que receberá por ação dos investidores que decidiram comprar seus papéis. As ações preferenciais, sem direito a voto mas com direito de pagamento preferencial de dividendos, serão vendidas a R$ 26,30. As ordinárias ficaram em R$ 29,65.

Segundo fontes, a demanda dos investidores pelas ações da Petrobras superou em mais de duas vezes a oferta não prioritária no processo de capitalização. Essa fatia correspondia a 20% do total da operação e inclui pessoas físicas e grandes aplicadores, como fundos de investimento que participaram do processo de formação de preço da operação.

Analistas dizem que a conclusão da oferta deve destravar a lista de lançamentos de papéis no Brasil. A fila de pedidos de emissão de ações em aberto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) conta com 13 empresas, que esperavam a megaoperação da estatal de petróleo para ir ao mercado. Afinal, ninguém queria disputar recursos de investidores com uma das principais empresas da Bolsa, ainda mais num montante desse porte: R$ 120 bilhões.

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