Promotores americanos não vão mais processar os executivos da seguradora depois de uma investigação de dois anos sobre caso

Os promotores federais do Estados Unidos não vão processar os executivos da seguradora American International Group devido ao episódio envolvendo os credit default swaps (CDS), informou o Wall Street Journal na sexta-feira. A decisão veio ao final de uma investigação de dois anos feita pelo Departamento de Justiça, de acordo com a reportagem, que citou fontes com conhecimento do assunto.

A investigação se concentrou em Joseph Cassano, que liderou a filial londrina da AIG chamada produtos financeiros. Outros executivos da unidade, Andrew Forster e Tom Athan, também eram alvos da investigação, disse o jornal.

Um porta-voz da AIG não estava imediatamente disponível para comentar o assunto, nem a assessoria de imprensa do Departamento de Justiça.

A AIG Financial Products quase quebrou a AIG em setembro de 2008, após ter firmado de dezenas de bilhões de dólares em contratos semelhantes a seguros, que tinham como lastro complexos títulos de hipotecas que depois se mostraram podres.

O governo dos EUA arcou com um pacote de 182 bilhões de dólares num pacote de socorro para salvar a AIG da bancarrota e evitar que a crise financeira global ficasse ainda pior.

Cassano renunciou em meio à pressão, em março de 2008, à medida que a situação financeira da AIG começava a piorar.

Durante o ano seguinte, a AIG baixou mais de 40 bilhões de dólares como perdas relacionadas aos CDS e teve que provisionar outro bilhões como garantias adicionais a outros contratos.

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