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As principais Bolsas europeias fecharam em leve queda, com os investidores absorvendo uma série de dados econômicos nos EUA e da zona do euro e dando mais atenção aos indicadores que mostraram desaceleração no ritmo de crescimento da atividade industrial nos dois lados do Atlântico

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As principais Bolsas europeias fecharam em leve queda, com os investidores absorvendo uma série de dados econômicos nos EUA e da zona do euro e dando mais atenção aos indicadores que mostraram desaceleração no ritmo de crescimento da atividade industrial nos dois lados do Atlântico. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,63 ponto (0,24%) e fechou em 258,84 pontos.

As Bolsas norte-americanas oscilaram após o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) divulgar que o índice de atividade do setor de manufatura dos EUA caiu para 54,4 em setembro, de 56,3 em agosto, mas ficou acima das estimativas, de 54. Os gastos do consumidor aumentaram 0,4% em agosto, enquanto a renda pessoal avançou 0,5%. Enquanto isso, o índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, recuou para 68,2 em setembro, de 68,9 em agosto.

Na Europa, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da zona do euro caiu para 53,7 em setembro, de 55,1 em agosto, atingindo o menor nível em oito meses, enquanto um índice semelhante do Reino Unido teve queda para de 53,7 em agosto, o menor nível em 10 meses.

Para o analista-chefe do Danske Bank, Lars Christensen, os receios sobre as dívidas soberanas e as economias da periferia da zona do euro continuam a pesar sobre os mercados de ações. Enquanto isso, as commodities e os mercados emergentes continuam a subir. "Isso me lembra do período entre agosto de 2007 e 2008, com o mercado se preocupando cada vez mais com a crise do crédito antes do colapso do Lehman Brothers, enquanto alguns países emergentes estavam indo bem. Atualmente, a situação está claramente se tornando mais volátil", comentou.

Segundo Christensen, embora esteja claro que os bancos centrais dos EUA, Europa, Reino Unido e Japão não vão mudar sua política monetária, ainda vai haver muita geração de liquidez. "A maior parte desses recursos vai se dirigir para os mercados emergentes e commodities, porque nenhum investidor prudente vai querer se expor aos EUA e à zona do euro".

A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, divulgou hoje que a taxa de desemprego na zona do euro ficou inalterada em 10,1% em agosto, embora o número de pessoas sem trabalho tenha diminuído 20 mil, para 15,9 milhões. Mas o desemprego aumentou na Espanha, Grécia e Irlanda. "Parece que as condições do mercado de trabalho vão prejudicar o gasto familiar por algum tempo, tanto na periferia como no centro da zona do euro", disse Emilie Gray, economista da Capital Economics.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 44,28 pontos (0,80%), em 5.592,90 pontos. Os setores de mineração e petróleo lideraram a ascensão, com as commodities se recuperando após dados positivos sobre a atividade industrial na China. Ao mesmo tempo, esta semana foi marcada pela cautela antecedendo o início da temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre nos EUA, disse a IG Index. "Parece que será preciso grandes surpresas positivas para retomarmos o ímpeto do começo de setembro".

Entre as mineradoras a Randgold Resources teve forte ganho de 2,43%, seguida por outras empresas do setor (Xstrata +1,93%, Rio Tinto +0,87%, Vedanta +2,03%, BHP Billiton +1,63%, Anglo American +1,76% e Fresnillo +2,25%). Já a petroleira BP subiu 2,97%, a Cairn Energy avançou 0,77%, a Tullow Oil teve alta de 2,67% e o BG Group registrou valorização de 4,60%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 17,68 pontos (0,28%), em 6.211,34 pontos. As ações da BMW caíram 4,16%, após a empresa afirmar que está fazendo um recall de 350 mil carros. A Daimler recuou 2,03% e a Volkswagen perdeu 2,29%. Os bancos também tiveram um desempenho fraco (Deutsche Bank -0,86% e Commerzbank -0,99%). Do outro lado, a siderúrgica ThyssenKrupp subiu 2,55%, após ter superado um importante nível de resistência, de acordo com um operador.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 23,09 pontos (0,62%), em 3.692,09 pontos. O setor financeiro, em geral, registrou perdas (BNP Paribas -1,17%, Société Générale -2,01%, AXA -0,78%). A Lafarge, do setor de construção, caiu 1,57%. A Michelin teve queda de 3,15%. A Renault recuou 2,38%, mas a Peugeot subiu 0,65%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 64,40 pontos (0,61%), em 10.450,10 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuou 113,93 pontos (0,56%) e fechou em 20.391,27 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 subiu 79,14 pontos (1,05%) e fechou em 7.586,71 pontos. As informações são da Dow Jones.

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