As bolsas europeias fecharam em queda, influenciadas pela divulgação de dados piores do que o esperado sobre o mercado de mão de obra nos EUA, que reacenderam os receios sobre a sustentabilidade da recuperação econômica do país

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As bolsas europeias fecharam em queda, influenciadas pela divulgação de dados piores do que o esperado sobre o mercado de mão de obra nos EUA, que reacenderam os receios sobre a sustentabilidade da recuperação econômica do país. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,06%, em 258,71 pontos, depois de ter atingido uma máxima de 263,42 pontos no começo da sessão.

Economistas previam que o número de postos de trabalho criados em julho nos EUA registrasse uma queda de 60 mil, mas foram cortadas 131 mil vagas. "Não há dúvida de que a recuperação dos EUA não é tão forte como nós esperávamos, o que gera preocupações", disse Oliver Russ, gerente de fundos da Argonaut Capital. Enquanto isso, a economia da Europa está se saindo melhor do que o previsto. "No geral, os dados mais recentes sugerem que a zona do euro está indo surpreendentemente bem para esse período", disseram os economistas da Capital Economics.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 0,62%, em 5.332,39 pontos, revertendo os ganhos registrados antes da divulgação do payroll. "Pelo menos agora que o payroll já foi divulgado, nós devemos ter uma ideia melhor da direção do mercado na semana que vem", disse a City Index. As ações do Royal Bank of Scotland caíram 1,73%, depois de a instituição divulgar resultados do segundo trimestre; as do Lloyds perderam 3,04%. As da Unilever recuaram 2,71%. As da Vodafone subiram 1,13%. As ações do setor de mineração também tiveram leve alta (Xstrata +0,09%, Rio Tinto +0,03%).

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 1,17%, em 6.259,63 pontos. Mesmo assim o DAX ficou acima do nível de resistência de 6.250 pontos, o que é um bom sinal, disse um operador. As ações do Commerzbank subiram 1,09%, depois de o UBS elevar seu preço-alvo. As da segura Allianz subiram 0,06%, em reação a seu informe de resultados. As da Daimler caíram 2,75% e as da indústria de cimento Heidelberg recuaram 3,80%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 1,28%, em 3.716,05 pontos. Entre as poucas ações que fecharam no território positivo estavam as da Carrefour, que subiram 0,20%, e as do banco Société Générale (+0,66%). As do banco Dexia estavam entre as que mais caíram (-4,55%), depois de a instituição anunciar uma queda de 12% no lucro líquido do segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. As do Natixis, que havia divulgado resultados ontem, subiram 2,30%. As ações da Veolia Environnement caíram 2,40%, apesar de um crescimento de 70% no lucro líquido do primeiro semestre.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, fechou em queda, de 1,03%, em 21.084,47 pontos. As ações que mais caíram foram as do setor bancário (UniCredit -0,34%, Intensa Sanpaolo -2,14%, Banca Monte dei Paschi di Siena -0,78%). As ações da Fiat recuaram 0,97%, antes da divulgação dos resultados de sua unidade nos EUA, a Chrysler, na segunda-feira.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 1,74% em 10.651,10 pontos. As ações da emissora de TV Telecinco caíram 3,86%, as da construtora Sacyr recuaram 3,08% e as da Abengoa, do setor de energia, perderam 2,95%. Das componentes do Ibex, a única ação a fechar em alta foi a da siderúrgica Acerinox , com ganho de 0,30%. As do Banco Santander-Central Hispano caíram 2,60%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 1,71%, em 7.415,36 pontos. As ações do grupo Teixeira Duarte caíram 6,52%, as da Galp Energia recuaram 2,52% e as da EDP Renováveis perderam 2,94%. As informações são da Dow Jones.

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