As Bolsas europeias fecharam em forte alta, impulsionadas pelas crescentes expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai adotar novas medidas para estimular a frágil recuperação econômica dos EUA

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As Bolsas europeias fecharam em forte alta, impulsionadas pelas crescentes expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai adotar novas medidas para estimular a frágil recuperação econômica dos EUA. Além disso, a produção industrial na zona do euro teve um desempenho melhor do que o esperado em agosto e grandes empresas norte-americanas divulgaram balanços encorajadores. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 3,74 pontos (1,42%), a 266,22 pontos.

Após o fechamento dos mercados europeus ontem, a ata da última reunião do Fed mostrou que o banco central acredita que medidas de afrouxamento quantitativo adicionais podem ser necessárias "em breve". Hoje, a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, divulgou que a produção industrial da zona do euro subiu 1% em agosto em relação a julho e 7,9% ante agosto do ano passado. Economistas esperavam um aumento mensal de 0,7% e uma expansão anual de 7,5%.

"Os mercados estão em alta porque existe dinheiro" aguardando para ser investido, disse Neil Dwane, executivo-chefe de investimentos para a Europa da RCM, unidade da Allianz Global Investors. Mas ele acrescentou que é difícil saber que ações comprar no momento. "Um setor importante que está com problemas é o bancário. Os bancos não têm mais um desempenho bom e existem fortes evidências de novas regulamentações e um achatamento da curva de yield (taxa de retorno), além do crescente número de dívidas ruins e medidas de austeridade. As pessoas sabem que isso não é bom para os bancos", acrescentou.

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 85,76 pontos (1,51%), em 5.747,35 pontos, próximo da máxima do ano. Segundo a CMC Markets, as mineradoras foram impulsionadas pelas expectativas em relação ao Fed e dados positivos sobre a China, cujas importações de commodities tiveram uma forte alta em setembro, em especial o petróleo. O setor teve forte alta hoje (Anglo American +5,39%; Antofagasta +4,16%; BHP Billiton +4,16%; Rio Tinto +4,56%; Xstrata +4,42% e Vedanta Resources +5,91%).

A Petrofac avançou 4,24%, após o Morgan Stanely elevar a recomendação da empresa para "overweight" (acima da média de mercado). Os papéis da Rolls Royce subiram 3,46%. Entre os bancos, o HSBC ganhou 1,19%, mas o Barclays perdeu 0,93% e o Lloyds recuou 0,07%. O Standard Chartered teve queda 1,70%, com a notícia de que o banco vai levantar cerca de 3,26 bilhões de libras (US$ 5,1 bilhões) em uma emissão de ações com direito preferencial de subscrição. Segundo a instituição, a operação visa elevar sua posição de capital para atender às novas regras financeiras globais.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 129,95 pontos (2,06%), em 6.434,52 pontos. O setor financeiro liderou a alta (Allianz +2,61%, Commerzbank +2,46%, Deutsche Bank +3,96%), impulsionado pelos bons resultados do banco norte-americano JPMorgan. As ações da fabricante de cimento Heidelberg avançaram 3,43%. A companhia aérea Lufthansa ganhou 3,14%. A siderúrgica ThyssenKrupp subiu 3,37% e a Salzgitter teve alta de 4,76%. A Porsche registrou valorização de 6,21%, após ter afirmado que espera voltar a registrar lucro em 2011.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 79,48 pontos (2,12%), em 3.828,34 pontos. A GDF Suez registrou avanço de 3,38%. A Schneider Electric ganhou 3,29%. A seguradora AXA subiu 3,52% e o banco BNP Paribas teve valorização de 1,52%. A rede Carrefour teve alta de 2,37% e a Danone subiu 2,37%. A STMicroelectronics avançou 2,35%, influenciada pelos bons resultados da Intel no terceiro trimestre.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 217,90 pontos (2,05%), em 10.866,10 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, avançou 395,04 pontos (1,90%) e fechou em 21.145,26 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou com ganho de 76,84 pontos (1,00%), a 7.772,33 pontos. As informações são da Dow Jones.

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