As principais Bolsas europeias fecharam em alta, apesar de o rating da Irlanda ter sido rebaixado e de um dado decepcionante sobre o mercado de trabalho nos EUA

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As principais Bolsas europeias fecharam em alta, apesar de o rating da Irlanda ter sido rebaixado e de um dado decepcionante sobre o mercado de trabalho nos EUA. Os ganhos foram liderados pelas mineradoras. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,33 pontos (0,51%) e fechou em 262,51 pontos.

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e local da Irlanda para A+, de AA-. A perspectiva dos ratings é negativa.

Mas a Eurostat reiterou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 1,0% no trimestre entre abril e junho, em comparação com os três primeiros meses do ano - a expansão mais forte desde o segundo trimestre de 2006. Além disso, o FMI previu que a zona do euro irá crescer 1,7% este ano e 1,5% em 2011 em seu relatório World Economic Outlook. As projeções superam os números do relatório anterior, divulgado em abril, quando o FMI estimou expansão de 1% da zona do euro em 2010 e de 1,4% em 2011. A elevação se deve em boa parte ao forte crescimento da Alemanha.

Nos EUA, o setor privado cortou 39 mil empregos em setembro, em comparação a agosto, em base sazonalmente ajustada, segundo o relatório da ADP/Macroeconomic Advisers. O corte contrariou a expectativa dos economistas consultados pela Dow Jones, que previam 20 mil novas contratações em setembro.

Para Chris Weston, analista de pesquisa da IG Markets, o rali dos mercados de ações permanece frágil. "Os bancos centrais estão querendo surpreender, então as decisões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra sobre os juros vão ser analisadas minuciosamente. Mas parece que nós chegaremos à mesma conclusão: qualquer alta deve ser difícil de manter no longo prazo".

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 45,63 pontos (0,81%), em 5.681,39 pontos. As mineradoras lideraram os ganhos, impulsionadas pelo avanço dos preços dos metais básicos e do ouro, visto pelos investidores como uma proteção contra as oscilações do câmbio (Rio Tinto +3,53%, BHP Billiton +3,04%, Xstrata +3,75%, African Barrick +3,57%, Anglo American +4,18%). A Essar Energy teve alta de 4,59%. A British Airways subiu 4,52%, após detalhar os planos de uma joint venture com a American Airlines e a espanhola Iberia. A Easyjet avançou 11,99%, depois de divulgar que seu lucro neste ano fiscal deve superar as expectativas.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 54,90 pontos (0,88%), em 6.270,73 pontos. Os papéis do Deutsche Post ganharam 2,82%. A Lufthansa subiu 2,11%. A fabricante de cimento Heidelberg avançou 2,71% e a Siemens teve valorização de 2,05%. O Deutsche Bank subiu 1,5%. O banco afirmou que concluiu com sucesso a venda € 10,2 bilhões em novas ações.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 32,98 pontos (0,88%), em 3.764,91 pontos. As ações cíclicas se beneficiaram do otimismo dos investidores. No setor de construção, a Lafarge subiu 3,24% e a Compagnie Saint-Gobain avançou 2,32%. Já a Schneider Electric, fabricante de materiais elétricos, ganhou 3,31%. A petroleira Total teve alta de 0,94%, impulsionada pelos preços do petróleo, apesar da greve nos terminais de Fos e Lavéra.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 49,00 pontos (0,46%), em 10.700,20 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, avançou 58,29 pontos (0,28%) e fechou em 20.568,31 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 subiu 65,52 pontos (0,86%) e fechou em 7.710,83 pontos. As informações são da Dow Jones.

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