SÃO PAULO - "Estar no Novo Mercado com certeza dará mais confiança aos investidores, e isso para a gente é uma grande conquista", comemorou Paulo Basílio, presidente da América Latina Logística (ALL), empresa que teve a estreia de suas ações hoje no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa

SÃO PAULO - "Estar no Novo Mercado com certeza dará mais confiança aos investidores, e isso para a gente é uma grande conquista", comemorou Paulo Basílio, presidente da América Latina Logística (ALL), empresa que teve a estreia de suas ações hoje no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa. Apesar de destacar que, com a migração, a companhia poderá acessar o mercado de capitais com maior facilidade, o executivo afirmou que não deve recorrer a esse meio para buscar investimentos para a empresa no curto prazo. Segundo ele, "por enquanto", as fontes de recursos serão investidores ou clientes, por meio de parcerias. A companhia atualmente trabalha com um plano de investimentos de R$ 700 milhões anuais, com meta de crescimento de 10% no período. O número não inclui os aportes necessários para os dois principais projetos da empresa, um de transporte de contêiners e outro de minério, cujos valores não foram divulgados. Segundo Basílio, um dos dois empreendimentos deve ser anunciado já este ano. A migração dos papéis da companhia, que se tornou pública em 2004 e era listada no Nível II, foi celebrada nesta manhã, durante evento da BM&FBovespa, em São Paulo. Cerca de trinta funcionários da ALL estavam presentes à cerimônia, todos - inclusive o presidente - com roupas de ferroviário e coturnos. IOF Também presente no evento, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, reiterou que a proibição do uso de cartas de fiança bancária obtidas pelos estrangeiros e bancos brasileiros para uso como garantias em operações de derivativos, determinada quarta-feira pelo Banco Central, será irrelevante para o mercado de capitais brasileiro. Esta foi uma das medidas recentemente adotadas pelo governo com o objetivo de frear a entrada de capital estrangeiro e reduzir a apreciação do real. De acordo com ele, a participação de investidores não residentes que usam a carta de fiança como garantia nas operações da bolsa é de apenas 1,7%. "Os estoques de posição dos estrangeiros eram outros, como na forma de títulos públicos", explicou. Sobre a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre ingressos externos para mercados financeiros e de capitais de 4% para 6%, Edemir disse que a medida foi pontual e que não espera novas resoluções nesse sentido. "Não podemos retroceder. Em regras, é bom que não se mexa", ponderou. (Ana Luísa Westphalen | Valor)

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