SÃO PAULO - Depois de ter atingido o melhor resultado em dez meses, o fluxo direto do investidor estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve continuar forte, na avaliação de analistas do mercado. Após três meses negativos, o saldo de atuação do não residente no mercado acionário brasileiro voltou a ficar positivo em julho, atingindo R$ 3,508 bilhões. O total foi o melhor desde setembro de 2009, quando as compras superaram as vendas na Bovespa em R$ 4,036 bilhões.

SÃO PAULO - Depois de ter atingido o melhor resultado em dez meses, o fluxo direto do investidor estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve continuar forte, na avaliação de analistas do mercado. Após três meses negativos, o saldo de atuação do não residente no mercado acionário brasileiro voltou a ficar positivo em julho, atingindo R$ 3,508 bilhões. O total foi o melhor desde setembro de 2009, quando as compras superaram as vendas na Bovespa em R$ 4,036 bilhões. O operador da SLW Corretora, Marcelo Moura, assinala que os recursos de fora que estão chegando ao mercado brasileiro são menos voltados à especulação. "O movimento do fluxo estrangeiro está um pouco mais consistente. O investidor volta para o Brasil numa aposta de um cenário de segundo semestre melhor e também mais entusiasmado com a economia do país", comentou. O analista de investimentos da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco, assinala que as perspectivas para o Brasil estão de fato mais favoráveis, o que estimula a entrada de recursos estrangeiros na Bovespa. "Os estrangeiros voltaram mesmo. A economia e as empresas estão mostrando que estão bem e esses investidores preferem arriscar mais aqui, onde há espaço para ganhos", pontuou. O analista da Empiricus Felipe Miranda ressalta que ainda existem riscos, mas acredita que a volta do investimento estrangeiro ao cenário local é consistente e embasada em fundamentos como o resultado dos testes de estresse dos bancos europeus; a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e instituições similares de outros países atuarão, caso necessário, com novos incentivos; e com a expectativa de que os juros não subirão tanto como se imaginava no Brasil. Para o gestor de renda variável da Máxima Asset, Felipe Casotti, o investidor estrangeiro está voltando para o mercado brasileiro, porém com cautela. Segundo ele, os investidores não devem se animar muito com os números mais recentes. (Beatriz Cutait | Valor)

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