Estrangeiro mostra injeção líquida de R$ 1,4 bi na Bolsa em julho

Com o resultado de julho, o fluxo estrangeiro na Bovespa voltou a ficar positivo, em R$ 290 milhões, no acumulado de 2011

Valor Online | 02/08/2011 12:05

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Apesar da forte queda de 5,7% do Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, em julho, o investidor internacional fez sua parte para ajudar na recuperação do mercado. Isso porque, no período, o saldo direto de atuação do estrangeiro ficou positivo em R$ 1,4 bilhão, resultado de compras no valor de R$ 39,786 bilhões e vendas de R$ 38,385 bilhões.

O mês passado marcou o início da divulgação de balanços corporativos internacionais e brasileiros referentes ao segundo trimestre do ano. Os números, contudo, foram praticamente ofuscados pelas preocupações com o impasse político nos EUA sobre o aumento do teto da dívida que, apenas nesta terça-feira, deve chegar ao fim. O medo de um default americano estimulou a cautela dos investidores e, ainda hoje, o mercado está receoso com relação a um rebaixamento da nota do país por agências de rating.

Na Europa, se a Grécia levou uma trégua aos mercados, após o anúncio de novo socorro financeiro ao país, as possíveis novas vítimas - Itália e Espanha - deixaram os investidores com o pé atrás. Neste quadro de incertezas, a saída de ativos e mercados de maior risco prevaleceu e o Brasil sofreu os efeitos.

Ao longo de julho, o Ibovespa caiu em 12 dos 21 pregões e estabeleceu novo "piso" para 2011, no dia 27 (58.288 pontos). Já o fluxo direto estrangeiro ficou negativo em apenas cinco dias. Somente na sexta-feira passada, dia 29, quando o Ibovespa subiu 0,20%, para 58.823 pontos, o fluxo líquido dos "não residentes" no país ficou positivo em R$ 13,2 milhões na bolsa nacional.

O ingresso de recursos do investidor internacional superou a saída em todas as semanas. De 4 a 8 de julho, a injeção líquida atingiu R$ 275,7 milhões; de 11 a 15, somou R$ 672,8 milhões; de 18 a 22, ficou em R$ 52,4 milhões; e, de 25 a 29, correspondeu a R$ 382,2 milhões. Com o resultado de julho, o fluxo estrangeiro na Bovespa voltou a ficar positivo, em R$ 290 milhões, no acumulado de 2011.

Na direção oposta a do estrangeiro, em julho, as vendas dos investidores pessoa física e institucional na bolsa ultrapassaram as compras em R$ 652,1 milhões e em R$ 1,277 bilhão, respectivamente.

Nos primeiros sete meses do ano, o Ibovespa perdeu 15,1%. Em janeiro e em maio, as compras do "não residente" haviam ultrapassado as vendas em R$ 401 milhões e em R$ 2,904 bilhões respectivamente. Já em fevereiro (-R$ 1,184 bilhão), março (-R$ 1,771 bilhão), abril (-R$ 1,116 bilhão) e junho (-R$ 344 milhões), a saída de recursos externos da bolsa prevaleceu.

Participação

O investidor estrangeiro perdeu a primeira posição em termos de participação na Bovespa, com peso de 32,73% em julho. O institucional ficou com o primeiro lugar, responsável por 34,81% de todas as compras e vendas no período. A pessoa física ficou mais uma vez com a terceira posição, com peso de 23,62%.

Mercado futuro

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a posição "vendida" (aposta na baixa) do estrangeiro em Ibovespa futuro segue elevada. Ontem, atingiu 101.886 contratos, valor superior aos dados do dia 29 de julho (-98.255) e bem acima dos 74.778 contratos registrados na abertura de julho.

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Notícias Relacionadas


Nenhum comentário. Seja o primeiro.


Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!




*Campos obrigatórios

"Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado"

Mais destaques

Destaques da home iG


CONVERSOR DE MOEDAS

  • Fonte: Thomson Reuters
Ver de novo