SÃO PAULO - Com uma trajetória descolada do mercado acionário americano, o que tem sido frequente neste mês, o Ibovespa caminha para o 10º pregão consecutivo de valorização, na melhor sequência positiva em quase sete anos. Além disso, o desempenho de julho será o mais forte desde maio de 2009, quando o Ibovespa disparou 12,49%.

Próximo das 16h15, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se valorizava em 0,74%, aos 67.447 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 5,143 bilhões. Com este desempenho, o Ibovespa acumula ganhos de 10,7% em julho e queda de apenas 1,66% no ano. Em Wall Street, as bolsas mostram oscilação nesta jornada e operam de lado. Há pouco, enquanto o índice Dow Jones caía 0,09%, pelo terceiro pregão seguido, o Nasdaq e o S & P 500 subiam 0,19% e 0,04%, respectivamente. A equipe de análise da corretora Socopa aponta que os balanços corporativos e o fluxo de capital estrangeiro na Bovespa seguem proporcionando um descolamento do Brasil em relação ao mercado externo. "Nos Estados Unidos, os indicadores macroeconômicos ainda não foram convincentes, não mostram uma recuperação sólida da economia, e isto está deixando o investidor um pouco frustrado. Ele encontra opções mais atrativas num país como o Brasil", ressaltou a corretora. Nesta jornada, o mercado doméstico repercute os balanços de empresas como Vale, Lojas Renner e Redecard. Minutos atrás, as ações Vale PNA subiam 0,07%, para R$ 42,55, enquanto os papéis Petrobras PN caíam 0,10%, a R$ 27,71. Entre as maiores altas do Ibovespa figuravam as ações Lojas Renner ON (5,54%, a R$ 57,50), Redecard ON (3,84%, a R$ 27,01) e MRV ON (3,84%, a R$ 15,94). No sentido oposto, o destaque negativo do índice estava com o setor siderúrgico. Enquanto os papéis PNA da Usiminas perdiam 4,81%, a R$ 49,40, as ações ON da empresa recuavam 3,80%, a R$ 51,10, e as PN da Gerdau Metalúrgica cediam 2,54%, a R$ 31,06. Ontem, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) determinou a redução de 12% para 2%, por um período de seis meses, da alíquota de importação de dois tipos de chapas de aço, por razões de desabastecimento temporário. As chapas são utilizadas para a produção de bens de capital sob encomenda para as indústrias petroquímicas. (Beatriz Cutait | Valor)

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