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Dólar tem maior queda diária em cinco meses e fecha a R$ 1,678

Injeção de mais US$ 600 bilhões na economia americana levou a uma derrocada no preço da moeda americana em âmbito global

Valor Online |

A injeção de mais US$ 600 bilhões na economia americana até junho de 2011 via compra de títulos do Tesouro pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, levou a uma derrocada no preço da moeda americana em âmbito global. E por aqui não foi diferente. O dólar comercial já começou o dia abaixo de R$ 1,70, e terminou a jornada valendo R$ 1,678 na venda, queda de 1,35%.

A moeda não caía tanto em um único dia desde 10 de junho (-2,05%) e tal preço de fechamento é o menor desde 20 de outubro, quando valia R$ 1,675. O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 1,5 bilhão. Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dólar também recuou 1,35%, a R$ 1,6773. O volume subiu de US$ 227,5 milhões para US$ 306,75 milhões. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para dezembro, caía 1,08%, a R$ 1,6815, antes do ajuste final de posições.

Na avaliação de um economista que preferiu não se identificar, a reação do mercado à medida anunciada, ontem, pelo Fed é um tanto surpreendente, pois os US$ 600 bilhões estavam dentro do range de expectativas e os agentes já vinham precificando essa ação da autoridade monetária americana.

Segundo o especialista, dada essa forte resposta inicial à medida, fica difícil avaliar a efetividade da ação do Fed em derrubar as taxas de juros longas e, assim, estimular o consumo. De acordo com o economista, o Fed já lançou mão dessa estratégia e não obteve o efeito desejado. Entre março e outubro de 2009, o BC americano comprou US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro e as taxas subiram.

O argumento do especialista é que embora o Fed compre títulos, a emissão de papéis pelo Tesouro acontece em volumes ainda maiores. No caso atual, até março de 2011, as emissões previstas são de US$ 800 bilhões. Voltando à reação intradia do mercado, o dólar caiu no mundo todo. O euro, por exemplo, voltou a valer mais de US$ 1,42 pela primeira vez desde janeiro.

E o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, perdia 0,75% a 75,90 pontos. Captando o apetite pelas commodities, o índice de matérias-primas CRB subia 2,33%, a 312 pontos, maior pontuação desde outubro de 2008.

Já o ouro subiu mais de 3%, para US$ 1.380,10 a onça em Nova York, nova máxima histórica.

Nas bolsas, o Dow Jones apontava alta de 1,69%, enquanto o Ibovespa se valorizava 1,36%, a 72.883 pontos, maior patamar desde maio de 2008.

O Banco Central apresentou hoje o comportamento do fluxo cambial em outubro. O mês encerrou com sobra de US$ 6,917 bilhões, sendo US$ 5,141 na conta financeira e US$ 1,777 na conta comercial. No mês, o BC tirou de circulação US$ 7,593 bilhões com seus leilões de compra no mercado à vista, ou seja, a autoridade monetária comprou dólares além do fluxo.

Esse diferencial entre fluxo e compras é ofertado pelos bancos, que elevaram a posição vendida no mercado à vista de US$ 12,426 bilhões no fim de setembro para US$ 12,845 bilhões no encerramento de outubro.

Dando atenção ao mercado futuro, os investidores estrangeiros não só rolaram de novembro para dezembro como já aumentaram a sua posição vendida (aquela que ganha com a valorização do real). Até o pregão de quarta-feira, o estoque vendido somava US$ 6,42 bilhões. Mudança surpreende no posicionamento dos bancos. Esses agentes fecharam outubro com posição comprada (aquela que ganha com o fortalecimento do dólar) de US$ 4,23 bilhões. Mas ontem mostravam, apenas, US$ 994 milhões em posição comprada, a menor desde 30 de junho.

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