SÃO PAULO - Outubro começou com declínio acentuado do dólar. Há pouco, a moeda americana era transacionada a R$ 1,676 na compra e a R$ 1,678 na venda, queda de 0,76%.

SÃO PAULO - Outubro começou com declínio acentuado do dólar. Há pouco, a moeda americana era transacionada a R$ 1,676 na compra e a R$ 1,678 na venda, queda de 0,76%. Na mínima, foi a R$ 1,675. Este é o terceiro pregão consecutivo em que o dólar registra perda. O contrato de novembro negociado na BM&F tinha declínio de 0,52%, a R$ 1,689. O cenário externo dá respaldo ao movimento observado neste início de pregão. Minutos atrás, o euro registrava forte valorização de 0,74% ante o dólar, cotado a US$ 1,3738. Já as commodities estão em alta. O índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities subia 0,72%, há pouco. Na agenda do dia, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos revelou que o gasto do americano avançou 0,4% no oitavo mês deste ano, ligeiramente acima da expectativa de analistas. Já a renda pessoal teve alta de 0,5% em igual período, também superando o consenso do mercado (alta de 0,3%). Em Wall Street, os investidores repercutiam esses indicadores e os índices Dow Jones e S&P 500 tinham aumento de 0,57% e 0,70%, respectivamente. O diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, explicou que, se o Banco Central não tivesse atuado fortemente no câmbio ao longo do mês passado, comprando dólares por meio de leilões no mercado à vista, a moeda americana já estaria valendo menos de R$ 1,60. Questionado se os investidores não estariam se antecipando a um aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - reajuste que pode ocorrer após as eleições de domingo -, Medeiros disse que não acredita nessa hipótese. No entanto, ele lembrou que, se o mercado não leva tão a sério o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz, o mesmo não ocorre com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "O que o Meirelles fala a gente pode escrever", lembra. Nos últimos dias, o presidente da autoridade monetária tem demonstrado preocupação com o fluxo de dólares em direção ao Brasil. No início desta semana, ele chegou a admitir a possibilidade de adoção de novas medidas para conter a valorização do real. (Karin Sato | Valor)

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