SÃO PAULO - O dólar fechou o pregão desta quinta-feira em alta pelo terceiro dia consecutivo. A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 1,739 para venda, em valorização de 0,98% frente ao real. Ontem, o dólar havia fechado a R$ 1,722, em alta de 0,29%.

A nova medida cambial tomada pelo Banco Central . As alterações de regras - exigência de registro de todos os contratos de empréstimo feitos no exterior que tenham cláusulas associadas a derivativos financeiros - parecem visar somente a transparência do sistema, melhorando a segurança, mas os especialistas ainda avaliam o quanto isso pode ou não interferir no volume de negócios.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou durante a manhã, mas se firmou em terreno negativo, seguindo o pessimismo externo. Às 16h23, o índice Ibovespa, principal referência da bolsa paulista, caía 1,62%, aos 65.355 pontos. Na quarta, a bolsa fechou em leve alta de  0,19%, aos 66.431 pontos.

Nos Estados Unidos, o dia também é de perdas. No mesmo horário citado acima, o índice Dow Jones recuava 0,55%, enquanto o Nasdaq perdia 0,38%.

As Bolsas europeias fecharam o dia em direções divergentes. Em Londres, o índice FT-100 subiu 0,19%. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,17%, , enquanto o índice Dax-30, de Frankfurt, caiu 0,08%. Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 0,28%.

Balanços

Hoje,  mais uma série de balanços de peso estão na agenda, como Banco do Brasil, TAM, Ambev, OGX e Pão de Açúcar, entre outros, nesta reta final de divulgações. A primeira avaliação entre os analistas é de que os resultados vieram mistos.

Depois de ter testado na quarta os 67 mil pontos, com os indicadores econômicos chineses de outubro sinalizando fôlego mais forte de recuperação da economia, o que deu novo ânimos às commodities, a Bolsa ficou mais vulnerável a realizações de lucros hoje.

A proximidade do vencimento de opções, segunda-feira, e a expectativa pelo balanço da Petrobras, sexta-feira à noite, deixam o mercado mais suscetível a oscilações de preços.

A média das previsões de analistas ouvidos pela Agência Estado indica para a estatal um lucro líquido de R$ 7,199 bilhões para no terceiro trimestre. O valor corresponde a uma queda de 33% em comparação com o mesmo trimestre em 2008 e de 6,9% ante o segundo trimestre deste ano.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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