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SÃO PAULO - Acompanhando a piora de humor em âmbito global, os compradores determinam a formação da taxa de câmbio no mercado brasileiro. Além das crescentes preocupações com a Europa, agora a Ásia também dá a sua contribuição à volatilidade conforme cresce a tensão entre Coreia do Sul e Coreia do Norte.

O estresse mais acentuado foi registrado logo no começo dos negócios. No câmbio, por exemplo, o dólar comercial foi a R$ 1,917, mas não ficou muito tempo acima da linha de R$ 1,90, que vem sendo respeitada como teto de alta. Por volta das 14h15 a moeda era negociada com alta de 1,23%, a R$ 1,885 na compra e R$ 1,887 na venda. No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), avançava 0,72%, a R$ 1,887. Na máxima a moeda saiu a R$ 1,918. Na Europa, a Espanha segue no foco, depois que quatro bancos pequenos mostraram intenção de unir para formar um dos maiores bancos do país. Basta lembrar que no final de semana, o Banco de Espanha teve que resgatar o CajaSur, o que trouxe alguma insegurança sobre a saúde do setor financeiro no país. De volta ao mercado local, o Banco Central adiantou os dados do fluxo cambial semanal. Na semana encerrada dia 21, o fluxo foi negativo em US$ 1,21 bilhão, mas no acumulado do mês o saldo ainda é positivo em US$ 1,52 bilhão. Semana passada, as atuações do BC do mercado de câmbio à vista foram bastante tímidas, somando US$ 190 milhões. Já no mês até o dia 21, a quantidade retirada via leilões no pronto foi a US$ 4,04 bilhões. Com isso, temos que o fluxo líquido no mercado no acumulado do mês esta negativo em US$ 2,5 bilhões. Nas bolsas, as vendas continuam acentuadas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), perdia cerca de 3%, e tenta defender os 58 mil pontos. Em Wall Street, o Dow Jones continua caindo mais de 2%, oscilando abaixo da importante linha dos 10 mil pontos. S & P 500 e Nasdaq também perdiam mais de 2% cada. (Eduardo Campos | Valor)

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