Criação de empregos nos EUA em outubro, pela primeira vez em cinco meses, deu sustentação à moeda no mercado global

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Após cinco dias seguidos de queda, o dólar comercial fechou em alta de 0,18% nesta sexta-feira negociado a R$ 1,679 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar dos contratos de liquidação à vista (em dois dias úteis) avançou 0,12% e fechou o pregão de hoje a R$ 1,6793. No mês, o dólar comercial acumula baixa de 1,35% e no ano, queda de 3,67%. O euro comercial cedeu 0,84% e encerrou o dia cotado a R$ 2,36. O Banco Central interveio duas vezes, com leilão de compra de dólares.

A criação de empregos nos EUA em outubro pela primeira vez em cinco meses e bem acima do que o mercado esperava deu sustentação à moeda norte-americana no mercado global. Aqui, no entanto, a valorização verificada durante os negócios foi menos intensa do que no exterior, porque houve fluxo cambial positivo que limitou o avanço das cotações domésticas, afirmou um operador de tesouraria de um banco nacional.

Contudo, permanece o consenso nas mesas de operação de que a tendência do dólar é de desvalorização em decorrência da política do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de oferta monetária para estimular a recuperação da economia dos EUA. Além disso, no Brasil, o elevado juro real (que atrai dólares) contribui para amparar essa perspectiva de apreciação do real e desvalorização do dólar.

Em relação ao encontro dos líderes do G-20 na semana que vem (dias 11 e 12), na Coreia do Sul, a expectativa é de que eles devem aprofundar o debate crítico sobre o impacto do novo programa do Fed de compra de US$ 600 bilhões em títulos dos EUA nos próximos oito meses para animar a economia do país. As implicações da política de controle cambial adotada por alguns países, como a China, também deverão ser discutidas.

Apesar das críticas internacionais à atitude do banco central americano, não se espera uma ação concreta do G-20 para contornar o acirramento da chamada guerra cambial, disse um operador de tesouraria de um banco. Neste fim de semana, uma reunião entre os presidentes dos maiores bancos centrais, na Basileia (Suíça), já será a primeira oportunidade para os agentes da economia mundial demonstrarem suas posições em relação à continuidade da política do Fed neste momento em que os indicadores econômicos começam a apontar recuperação nos EUA.

Turismo

No segmento de câmbio turismo, o dólar recuou 0,73% hoje, transacionado em média a R$ 1,767 na ponta de venda e a R$ 1,63 para compra. No mês, o dólar turismo acumula baixa de 1,12%. O euro turismo caiu 0,92% hoje para R$ 2,477 (venda) e R$ 2,287 (compra), em média.

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