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Dólar segue em alta após novo aumento do IOF

No começo da tarde, dólar comercial subia 1,74%, a R$ 1,695 na venda; na máxima, moeda foi cotada a R$ 1,701

Valor Online |

O ajuste de alta no preço do dólar continua, conforme os agentes assimilam as novas medidas tomadas para conter a valorização do real e reagem a deterioração de cenário externo. Por volta das 13h30, o dólar comercial apontava alta de 1,74%, a R$ 1,695 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,701.

No mercado futuro, o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), subia 1,25%, a R$ 1,698, depois de bater R$ 1,704 na máxima.

Ontem, o governo voltou a abrir o "saco de maldades", como se diz nas mesas de operação, e tirou duas medidas para conter a valorização do real. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre ingressos externos para renda fixa foi novamente reajustado, passando de 4% para 6%. Cabe lembrar que, no dia 4 de outubro, essa taxa já tinha sido reajustada de 2% para 4%.

A novidade foi a tentativa de atingir os negócios com derivativos, pois foi elevada a tributação sobre o recolhimento da margens de garantia exigida para se operar na BM&F. O IOF, que era de 0,38%, passou a 6%. Para o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, a primeira medida (IOF sobre renda fixa) coíbe ainda mais o chamado "smart money", ou investimentos de curto prazo.

Já o IOF maior sobre os depósitos de margem não tem muito efeito, pois grande fatia dessas garantias não é dada em dinheiro e sim em títulos públicos, títulos privados e cartas fiança. Ou seja, os 6% não atingem esses instrumentos. Para o especialista, o mais importante das decisões tomadas ontem é a demonstração de força do governo. Acabou a percepção de "falo, mas não faço" que pautava o mercado.

Segundo Machado, agora o investidor vai pensar duas vezes antes de ampliar de forma significativa sua posição vendida em dólar, pois novas medidas podem vir. Ainda de acordo com o especialista, o governo contou com ajuda do cenário externo, onde se observa um aumento na aversão ao risco depois que a China subiu os juros e empresas americanas apresentaram fracos resultados.

Dentro desse ambiente, cresce a demanda por dólar, que sobe ante o euro e outros rivais e cai a demanda por ações e commodities. A moeda comum europeia caía mais de 1%, negociada na casa de US$ 1,379.

Já o Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moeda, subia 1,4%, para 78 pontos. O VIX, visto como termômetro do medo do mercado, avançava 5%, para 19,98 pontos. O índice capta a volatilidade das opções do mercado americano.

Entre as commodities, o ouro, que bateu recordes históricos quase diariamente nas últimas semanas, caía mais de 3%. E o barril de WTI declinava mais de 2,5%, para US$ 80,95 o barril. Nas bolsas, o Dow Jones se desvalorizava 1,14%. O Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caía 1,46%.

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