SÃO PAULO - O dólar segue com ligeira alta ante o real. Há pouco, a moeda americana era negociada a R$ 1,728 na compra e a R$ 1,730 na venda, valorização de 0,11%.

SÃO PAULO - O dólar segue com ligeira alta ante o real. Há pouco, a moeda americana era negociada a R$ 1,728 na compra e a R$ 1,730 na venda, valorização de 0,11%. Já no mercado futuro, o contrato de outubro negociado na BM&F cedia 0,25%, a R$ 1,733 na venda. Vale lembrar que ontem o Ministério da Fazenda informou que o Fundo Soberano Brasileiro (FSB) está agora autorizado a enxugar dólares. As operações serão viabilizadas pelo Banco do Brasil, administrador do Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE), onde estão depositados os recursos do FSB. O gerente de mesa financeira da Hencorp Commcor, Rodrigo Nassar, opina que a compra de dólares via Fundo Soberano é apenas uma medida paliativa. "Só haverá força para o dólar subir se o FSB entrar comprando dólares substancialmente", diz. "Creio que o leilão de swap cambial reverso (que na prática significa a compra de dólares no mercado futuro) seria mais efetivo", explica. Para ele, o BC deve anunciar a intervenção no mercado futuro a qualquer momento. Ontem, rumores no mercado davam conta de que o governo já teria usado o Fundo Soberano para enxugar moeda estrangeira, pois, por volta das 12h30, o dólar mudou de direção repentinamente e passou de ligeira queda para alta. Mas Nassar não acredita que isso tenha ocorrido. "O mais provável é que a notícia de que o Fundo Soberano tinha sido autorizado a comprar dólares tenha vazado", avalia. Em Wall Street, os investidores não se animaram com a notícia de que a atividade de construção de casas nos Estados Unidos cresceu 10,5% em agosto, para uma taxa anualizada sazonalmente ajustada de 598 mil unidades, segundo o Departamento do Comércio do país. Apesar de o resultado ter superado a expectativa de analistas do mercado, há pouco, os índices Dow Jones e S&P 500 apontavam ligeira perda. Por aqui, o Ibovespa declinava 0,57%. As commodities, por sua vez, estão em alta. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha alta de 0,32%. Nesta manhã, o Banco Central do Brasil divulgou que a conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro foi deficitária em US$ 2,861 bilhões em agosto, acima da projeção para o período, que era de déficit de US$ 2,5 bilhões. No acumulado do ano, o déficit correspondeu a US$ 31,122 bilhões, ou 2,39% do Produto Interno Bruto (PIB). O BC comunicou também que a entrada de investimentos externos diretos (IED) líquidos no país somou US$ 2,428 bilhões no mês passado, superando a expectativa de ingresso de US$ 2,2 bilhões. No acumulado do ano, foi registrada entrada líquida de US$ 17,130 bilhões em IED, ou 1,32% do PIB. Já em setembro, até o dia de hoje, esses investimentos totalizam US$ 2,1 bilhões. A estimativa da autoridade monetária para o investimento estrangeiro direto (IED) neste ano é de ingresso líquido de US$ 30 bilhões. Já a previsão para a conta corrente foi mantida em déficit de US$ 49 bilhões. Por sua vez, a projeção para o saldo positivo da balança comercial foi elevada de US$ 13 bilhões para US$ 15 bilhões, resultado US$ 192 bilhões de exportações e US$ 177 bilhões de importações. Da parte de ingressos, o BC aumentou a expectativa de empréstimos de longo prazo para US$ 46,4 bilhões em 2010 ante US$ 36,6 bilhões aguardados anteriormente. Também subiu de US$ 35 bilhões para US$ 38 bilhões a projeção de investimentos em ações e renda fixa no país. Já do lado das saídas, a conta de serviços e rendas deve ter déficit de US$ 67,5 bilhões, sendo que os lucros e dividendos foram mantidos em US$ 32 bilhões. No mercado de câmbio externo, o euro tinha valorização de 0,63% ante o dólar, instantes atrás, cotado a US$ 1,3135. (Karin Sato | Valor) (Karin Sato | Valor)

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