SÃO PAULO - O dólar comercial volta a operar em alta nesta quarta-feira

. Por volta das 14h30, o dólar comercial subia 0,23%, a R$ 1,679 na venda, mas chegou a fazer mínima a R$ 1,666. Já no mercado futuro, o contrato para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), apontava alta de 0,86%, a R$ 1,6875. A instabilidade é grande no pregão de hoje. O dólar começou em firme baixa, mas teve um repique de alta pela manhã, fazendo máxima a R$ 1,683, valorização de 0,47%. A virada de mão seguiu alteração em normas do mercado de câmbio promovidas em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). Depois disso, a moeda voltou a operar em baixa, mas agora voltou a subir. A divulgação da norma alterada pelo CMN trouxe mais dúvidas do que certezas, mas o consenso é de que a medida alerta os prazos dados ao Tesouro Nacional para antecipação de compra de dólares para o pagamento de dívida externa. Agora, o Tesouro pode antecipar dívidas externas em até quatro anos, contra o prazo anterior de dois anos. Ou seja, o Tesouro pode comprar mais dólares no mercado. Vale destacar que ainda persistem algumas dúvidas sobre essa nova resolução do CMN. Para parte dos agentes do mercado, não está claro que esse aumento de prazo também valera para os exportadores e outros agentes de mercado. Há também a percepção de que essa alteração seria apenas uma "preparação de terreno" para novas medidas que devem ser anunciadas em breve. Como acontece toda a quarta-feira, o BC apresentou os dados sobre fluxo cambial. No mês de setembro, o saldo foi positivo em US$ 13,72 bilhões, resultado de ingressos de US$ 16,71 bilhões na conta financeira e saída de US$ 2,98 bilhões na conta comercial. Também no mês, as compras do Banco Central (BC) somaram US$ 10,75 bilhões, o que representa um recorde de atuação. Mesmo tirando todos esses dólares de circulação o saldo líquido do mercado no mês ainda foi positivo, em US$ 2,97 bilhões. Para dessa sobra de recursos foi utilizada pelos bancos para reduzir o tamanho de sua posição vendida no mercado à vista. As instituições fecharam o mês com US$ 12,42 bilhões em posição vendida, contra US$ 13,72 bilhões em agosto. (Eduardo Campos | Valor)

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