SÃO PAULO - Os compradores apareceram e o dólar comercial, que iniciou o pregão em queda, começou a subir

. O movimento pode estar atrelado à divulgação de indicadores com viés negativo dos Estados Unidos e a um ajuste técnico. Há pouco, a moeda americana era transacionada a R$ 1,658 na compra e a R$ 1,660 na venda, valorização de 0,30%. Na mínima do dia, o preço rompeu o piso de R$ 1,65 e foi a R$ 1,645. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F tinha alta de 0,27%, a R$ 1,664. Os investidores estão atentos aos passos do governo para conter a apreciação do real. Matéria do Valor publicada hoje diz que a próxima medida pode ter como alvo as operações na BM&F. Uma das alternativas seria aumentar a margem de garantia "intraday" (operações realizadas ao longo do dia) nos contratos de derivativos cambiais. A reportagem informa ainda que o governo prepara o anúncio das medidas de aperfeiçoamento da estrutura de financiamento de longo prazo para as próximas três semanas. A data do anúncio estaria sob análise, levando em consideração o segundo turno das eleições presidenciais. Na agenda de indicadores do dia, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país aumentaram em 13 mil na semana encerrada no dia 9, na comparação com uma semana antes, totalizando 462 mil solicitações. O número tem viés negativo, uma vez que superou a expectativa de analistas. Na média das quatro semanas terminadas no dia 9, houve adição de 2,250 mil solicitações, para 459 mil, em relação à média antecedente de 456,750 mil (revista). O mercado de trabalho americano tem sido uma preocupação constante dos investidores. Já o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou que a balança comercial americana foi deficitária em US$ 46,3 bilhões em agosto. As exportações somaram US$ 153,9 bilhões, ao passo que as importações foram da ordem de US$ 200,2 bilhões. O déficit superou a cifra aguardada pelo mercado. Por fim, foi divulgado também que o índice de preços ao produtor nos EUA teve alta de 0,4% em setembro, acima do consenso do mercado. Sem alimentos e energia, porém, o indicador subiu 0,1%, percentual em linha com as expectativas de analistas. Em 12 meses, o índice de preços ao produtor americano apresentou incremento de 4%, a 11ª expansão anual consecutiva. A inflação não é um tema que preocupa o governo americano, neste momento. Vale lembrar que investidores de todo o mundo esperam que, em breve, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anuncie medidas de estímulo à economia e a divulgação de dados fracos nos EUA apenas reforça essa expectativa. O dólar estava se valorizando ante o real, instantes atrás, mas perdia para o euro. A moeda europeia tinha, há pouco, alta de 0,85% ante o dólar, cotada a US$ 1,4076. As commodities estão em alta. O índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha um ganho de 0,37%. (Karin Sato | Valor)

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