SÃO PAULO - Em um início de sessão volátil, movimento que é atípico para uma manhã de sexta-feira, o dólar registra ligeira queda ante o real

. Por volta das 10h35, a moeda americana era cotada a R$ 1,684 na compra e a R$ 1,685 na venda, desvalorização de 0,05%. Na máxima, o dólar foi a R$ 1,693. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F subia 0,11%, a R$ 1,690. Ontem, conforme anteciparam analistas consultados pelo Valor Online, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que o investidor estrangeiro que ingressar no país com recursos para investir no mercado de ações não poderá usar a mesma operação de câmbio para aplicar em renda fixa. O objetivo do governo é evitar que o investidor estrangeiro drible a alíquota de 4% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre ativos de renda fixa entrando no país comprando ações. Isso porque, no mercado acionário, a alíquota de IOF continua sendo de 2%. Outro evento marcou o pregão da quinta-feira, quando o dólar comercial encerrou o dia de negócios com alta de 0,23%, a R$ 1,686 na venda. O Tesouro Nacional realizou um bem-sucedido leilão de títulos públicos, antes de o CMN impedir operações que driblem o IOF mais alto, em um sinal de que os títulos prefixados brasileiros continuam a atrair os estrangeiros, apesar da taxação. Na agenda de indicadores do dia, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revelou que a o país perdeu 95 mil postos de trabalho em setembro. O resultado veio bem pior do que o esperado, uma vez que as expectativas oscilavam entre leve criação de vagas e perda de no máximo 18 mil empregos. Esse dado pode levar a uma fuga a ativos que oferecem menos risco, caso do dólar. Por outro lado, ele reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciará em breve medidas de estímulo à economia. Com mais dólares no mercado, os preços das moedas commodities podem acabar subindo. Em Wall Street, os índices Dow Jones e S&P 500 abriram no território positivo, apesar do dado com viés negativo divulgado pela manhã. As commodities também estão em alta. Há pouco, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities tinha um ganho de 0,20%. (Karin Sato | Valor)

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