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As ordens de venda só aumentam no mercado de câmbio local e a moeda americana era cotada há pouco a R$ 1,676 na venda

As ordens de venda só aumentam no mercado de câmbio local e a moeda americana segue testando preços não observados em mais de dois anos. Por volta das 13h20, o dólar comercial caía 0,94%, a R$ 1,676 na venda. Menor preço desde o começo de setembro de 2008.

Já no mercado futuro, o contrato para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), recuava 1,37%, a R$ 1,684. A reação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que subiu de 2% para 4% sobre os investimentos estrangeiros em renda fixa, durou pouco tempo.

A formação de preço parece mais relacionada ao quadro global de forte demanda por ativos de risco e venda de moeda americana. O gatilho para tal movimentação foi a decisão do Banco do Japão (BoJ) de cortar os juros para um intervalo entre zero e 0,1% e tomar novas medidas para estimular a economia japonesa.

Com o Japão se movimentando, cresce a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, também possa tomar novas medidas de estímulo à economia americana. Com isso, mais liquidez é injetada no mercado e maior é a expectativa de que as taxas de retorno no mundo desenvolvido continuarão próximas de zero.

O que leva o investidores a buscar outras fontes de rendimento. No câmbio externo, o euro sobe mais de 1% e retoma a linha de US$ 1,38 pela primeira vez desde fevereiro. Nas bolsas, o Dow Jones sobe 1,5%, enquanto o Nasdaq se valoriza 2,0%.

Captando esse queda na aversão ao risco, o VIX, que mede a volatilidade das ações no mercado americano é visto como um indicador do medo do mercado, caía 6,8% para a linha dos 21,9 pontos.

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