O dólar ópera nesta sexta-feira em patamares negativos, em movimento de reversão após o início a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro. Por volta das 10h13, a moeda norte-americana era negociada a R$ 1,717 para venda, em baixa de 0,52% frente ao real.


Ontem, o dólar já havia reduzido a trajetória de alta ante o real e fechou estável. A moeda norte-americana ficou negociada a R$ 1,726 para venda.

Essa retração do dólar ante o real é um ajuste ao comportamento de queda que teve a moeda norte-americana ontem, ao final da tarde, no mercado futuro, quando as transações com a moeda à vista já estavam encerradas. Excluído esse efeito, a perspectiva é de que o dólar caminhe próximo à estabilidade, com pequena baixa, acompanhando de perto o rumo do mercado internacional de moedas.

Segundo operadores, o impacto inicial da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas entradas de capital estrangeiro para aplicações em renda fixa e bolsa já foi absorvido. Eles ressaltam que os números mostraram uma compra expressiva de dólares nos contratos derivativos de câmbio nos últimos pregões.

Ainda assim, os especialistas seguem afirmando que a tendência de fluxo positivo de recursos para o País e de consequente valorização do real não foi interrompida e acreditam que o dólar voltará a buscar a marca de R$ 1,70 no curto prazo.

Novas medidas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou a possibilidade de o governo adotar medidas adicionais para conter a valorização do real em relação ao dólar. Em entrevista exclusiva ao jornalista Guilherme Barros, cuja coluna estreia na segunda-feira, 26, no iG, Mantega afirmou que a política de câmbio flutuante também será mantida pelo governo.

Mantega disse ainda, na entrevista concedida por telefone, que está muito satisfeito com os resultados obtidos até agora com a decisão de taxar o ingresso de capital externo com a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciada na segunda-feira, 19.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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