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O dólar comercial abriu o dia em baixa. Às 10h45, a moeda era negociada a R$ 1,781 para venda, em desvalorização de 0,28% frente ao real. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,33%, cotada a R$ 1,786.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações de hoje em queda de 0,63%, a R$ 1,773.

Com agenda fraca de indicadores, o mercado internacional de moedas começou o dia sem grandes oscilações, preferindo usufruir, ainda que pouco, das declarações de apoio à Grécia, dadas por líderes europeus no fim de semana. No Brasil, o alívio na Europa cria a expectativa de que os investidores voltem à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o que pode garantir fluxo positivo de câmbio.

A entrada de dólares também pode ser favorecida pelas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês). Na avaliação de alguns operadores, essas operações já estão sendo antecipadas e são elas que mantêm a moeda norte-americana abaixo de R$ 1,80.

A cautela, no entanto, persiste, já que tem havido piora nas perspectivas para a balança comercial e a conta corrente. Hoje, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informa os resultados da balança comercial da primeira semana de março. Além disso, permanece o desagrado do governo em relação à valorização cambial. O Tesouro Nacional está pronto para comprar dólares em nome do Fundo Soberano do Brasil e o governo voltou a falar em medidas para incentivar as exportações.

O ambiente político, que esquenta com denuncias contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não deve afetar os negócios do câmbio, segundo os especialistas. "A eleição está polarizada e o discurso dos candidatos é de continuidade na economia. A menos que algo mude em relação a isso, não deve haver grandes impactos da eleição no mercado financeiro", disse um operador.

Mercados asiáticos

As bolsas da Ásia registraram ganhos no fim desta jornada. Os agentes acompanharam o movimento das ações de empresas ligadas a matérias-primas e mostraram-se otimistas quanto à recuperação da economia, após a divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA.

(*Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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