SÃO PAULO - O mercado de câmbio segue descolado da instabilidade que pauta os negócios nas bolsas de valores. O que é perceptível é que os agentes defendem ferrenhamente a linha de R$ 1,80.

SÃO PAULO - O mercado de câmbio segue descolado da instabilidade que pauta os negócios nas bolsas de valores. O que é perceptível é que os agentes defendem ferrenhamente a linha de R$ 1,80. Depois de bater R$ 1,802 na máxima, por volta das 13 horas, o dólar comercial registrava baixa de 0,22%, a R$ 1,786 na compra e R$ 1,788 na venda. No mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava desvalorização de 0,08%, a R$ 1,789, depois de subir a R$ 1,8045. Segundo operador de mercado que preferiu não se identificar, tem um grande vendedor no mercado. Corre pelas mesas também a notícia de um ingresso volumoso, da ordem de US$ 2 bilhões, para um banco local. Outra explicação para esse descolamento vem do mercado externo. As bolsas derretem, mas outras moedas como euro e a libra seguem firme ante o dólar. Há pouco, o euro registrava leve alta, retomando a linha de US$ 1,23. Olhando o mercado futuro, o pregão de ontem mostrou uma mudança no modo de atuação dos principais agentes. Os bancos, que desde o dia 9 de junho vinham comprado dólares, voltaram a vender contratos. Foram US$ 245 milhões, que levaram o estoque da posição vendida (aposta pró-real) a US$ 3,28 bilhões. Já os estrangeiros, que vinham vendendo dólares, voltaram a comprar moeda. Ontem, foram US$ 353 milhões, levando a posição comprada (aposta pró-dólar) a US$ 1,58 bilhão. (Eduardo Campos | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.