O dólar comercial fechou esta quarta-feira em alta de 0,60% a R$ 1,68 no mercado interbancário de câmbio

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O dólar comercial fechou esta quarta-feira em alta de 0,60% a R$ 1,68 no mercado interbancário de câmbio. No mês, a divisa acumula queda de 0,71% e no ano, -3,61%. Na BM&F, a divisa foi negociada a R$ 1,681 com ganho de 0,48%. O euro comercial avançou 1,21% para R$ 2,341.

O dólar no mercado doméstico oscilou em alta desde a abertura, mas no início da sessão vespertina a cotação do dólar comercial saiu da mínima de R$ 1,671 (+0,06%) para uma máxima de R$ 1,6880 (+1,08%). A valorização mais acentuada da moeda ante o real coincidiu com a divulgação de esclarecimentos pelo Ministério da Fazenda à Agência Estado de que os ingressos de capital estrangeiro para aplicações em debêntures, fundos multimercados ou até mesmo fundos de ações também são todos tributados à alíquota de 4% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a exemplo das entradas destinadas diretamente à renda fixa. A Fazenda explicou ainda que as operações feitas no mercado de renda variável com a finalidade de travar um ganho de renda fixa também são taxadas à alíquota de 4% de IOF, pois têm natureza de renda fixa, como ocorre na tributação do Imposto de Renda.

Além disso, o mercado reagiu à informação de que o chefe da assessoria econômica do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, daria entrevista às 15h30 para esclarecer a decisão do CMN, em reunião extraordinária ontem, de que o Tesouro Nacional a partir de hoje poderá comprar dólares no mercado à vista para fazer frente aos vencimentos da dívida externa de até 4 anos (1.500 dias). Até então, o limite era de dois anos de vencimentos, o equivalente a 750 dias. Também causaram inquietação os rumores de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, daria entrevista sobre a medida do CMN, o que não se confirmou porque ele estava em trânsito, em viagem para os Estados Unidos, conforme apurou a AE junto à assessoria da Fazenda.

Como o técnico do Tesouro na entrevista apenas trouxe esclarecimentos sobre a decisão do CMN e não anunciou nenhuma nova medida cambial, o mercado acalmou-se e o dólar desacelerou os ganhos.

Segundo o operador de câmbio da Interbolsa Brasil Ovídio Pinho Soares, o anúncio da entrevista do Tesouro provocou em parte o ajuste de alta abrupto do dólar porque o mercado temeu a divulgação de uma nova medida cambial, uma vez que ontem o aumento de 2% para 4% do IOF para ingressos destinados à renda fixa não impediu a forte queda do dólar. No entanto, nenhuma novidade foi apresentada e o dólar devolveu parte dos ganhos intraday.

Na entrevista, Bittencourt informou que o potencial adicional que a resolução do CMN gerou para aquisição de dólares é de US$ 10,7 bilhões. Esse número considera 1.500 dias contados a partir de novembro. Segundo ele, a decisão visa ampliar a capacidade do Tesouro de adquirir moeda para o pagamento de dívida externa e permite acelerar a compra de dólares no mercado.

Nos dois leilões de hoje, o Banco Central fixou as taxas de corte em R$ 1,6752 na primeira atuação e em R$ 1,6825 na segunda.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou em alta de 0,78% e foi negociado em média à R$ 1,807 na ponta de venda e a R$ 1,723 na compra. O euro turismo fechou em queda de 0,12% a R$ 2,45 (venda) e R$ 2,35 (compra).

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