O mercado doméstico de câmbio operou hoje no compasso de espera pelos dados do emprego que serão conhecidos amanhã nos Estados Unidos

selo

O mercado doméstico de câmbio operou hoje no compasso de espera pelos dados do emprego que serão conhecidos amanhã nos Estados Unidos. Enquanto ontem o mercado se surpreendeu com a criação de vagas no setor privado informada pela pesquisa ADP, hoje os pedidos de auxílio-desemprego decepcionaram e, na dúvida, a opção foi não definir tendência firme entre compra e venda.

O dólar comercial fechou com queda de 0,28% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,754. No mês, a moeda registra leve queda de 0,06% e no ano, +0,63%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7538, queda de 0,24%. O euro comercial cedeu 0,17% para R$ 2,312.

No mercado global, a moeda americana também perdeu hoje de divisas como euro e iene, depois da divulgação de que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 19 mil, para 479 mil, após ajustes sazonais, na semana até 31 de julho.

Na maior economia do planeta, as vendas do varejo também decepcionaram. As 28 redes varejistas norte-americanas monitoradas pela Thomson Reuters registraram um aumento de 2,9% nas vendas de lojas abertas há um ano ou mais em julho.

O euro chegou a subir após a divulgação dos dados sobre auxílio-desemprego, mas a falta de mais entusiasmo na fala de Jean-Claude Trichet após a reunião do BCE fez com que a moeda única do bloco contivesse o otimismo. Por volta das 16h40, o euro estava perto da estabilidade, a US$ 1,3175, de US$ 1,3169 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar caía para 85,77 ienes, de 86,30 ienes ontem em Nova York. A moeda americana se aproximou mais cedo da mais baixa cotação em oito meses frente à moeda japonesa, de 85,33 ienes.

No mercado local, sem novas captações à vista neste mês de agosto e com a capitalização da Petrobras adiada, prevaleceu a cautela com a perspectiva de que o Banco Central adote alguma medida mais agressiva caso a moeda oscile demais. O BC, no entanto, manteve inalterada até agora a prática de realizar leilões de compra diariamente no mercado spot (à vista), como faz desde 8 de maio de 2009. Hoje, o leilão aconteceu por volta das 15h40 e a taxa de corte das propostas foi fixada em R$ 1,7531.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com queda de 2,09% e foi negociado em média à R$ 1,831 na ponta de venda e a R$ 1,693 na compra. O euro turismo registrou queda de 1,75% para R$ 2,417 (venda) e R$ 2,264 (compra).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.